Bolívia
Reprodução/Twitter @OscarOrtizA
Jeanine Áñez ocupa a presidência após vácuo de poder na Bolívia


Manifestantes voltaram a realizar atos na Bolívia , mesmo com o país enfrentando medidas restritivas por conta da pandemia do novo coronavírus (Sars-cov-2). Os protestos ocorreram nas cidades de Cochabamba e El Alto, dentre as reinvindicações estão a volta à normalidade e a realização de eleições diretas.

A Bolívia já vinha relaxando as medidas de isolamento social. No protesto realizado em Cochabamba, os manifestantes reinvidicavam o pagamento dos salários atrasados para os trabalhadores envolvidos na construção do trem metropolitano da cidade. O governo respondeu ao jornal Lo Tiempo que existem análises pendentes para realizar o pagamento.

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O governo, por meio do ministro de Governo, Arturo Murillo, também endereçou uma carta a Evo Morales na última terça-feira (12) pedindo que o ex-presidente e o seu partido deixem de " convulsionar " o país instigando manifestações. A carta será entregue ao cadidato à presidência do partido MAS - partido de Evo Morales - Luís Arce.

"Para vocês [Morales e Arce], lamentavelmente as prioridades não são a saúde nem a economia, nem os benefícios que as famílias recebem. Para vocês as prioridades é fomentar o negócio da coca em Chapare e fazer política defendendo-a", diz a carta.

O governo ainda atacou dizendo que as regiões são conhecidas pela produção de coca e que o desejo é que voltem a produzir a droga. Murillo disse que Evo "insultou" as forças armadas e que o ex-presidente causa "mal-estar" no país.

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