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Distanciamento social pode ir e vir no ano todo, afirma vice-diretor da Opas


O médico Jarbas Barbosa, vice-diretor da Organização Pan Americana da Saúde (Opas), braço brasileiro da Organização Mundial da Saúde (OMS), as medidas de combate ao novo coronavírus podem demorar para acabar completamente. Segundo ele, o mundo deve continuar adotando o distanciamento social por dois anos, já que esse é considerado um prazo real para que uma escala global da população esteja imune à Covid-19 .

Barbosa afirmou que mesmo que uma vacina seja desenvolvida até o fim deste ano, levará tempo para que a população inteira. “Estamos falando de 2 anos em que vamos ter períodos de relaxamento maior, monitoramento, e, se necessário, voltar atrás. Para evitar explosão de casos, como já ocorreu", explicou.

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O médico informou ainda que não é possível prever uma data exata para afrouxar as medidas de distanciamento social no Brasil. Mas que o mais importante agora é lembrar que o país, até o momento, tem capacidade para atender a população. Ele disse ainda que o novo coronavírus está diminuindo consistentemente.

Quanto ao relaxamento das medidas de isolamento, Barbosa disse que as provas apontam que não é o momento, já que isso pode intensificar a transmissão. "Até agora, foi a receita do fracasso. Levou a UTIs superlotadas, a pessoas perderem a vida", afirmou.

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No entanto, para que a população possa aderir ao isolamento social , é necessário que autoridades de saúde sejam claras e tenham “boa coordenação”. Ele também afirmou a necessidade de haver informações sobre os risco e compensação social e financeira.

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Jarbas Barbosa comentou também sobre o uso dos testes rápidos no país e que não devem ser utilizados como forma de diagnosticar grande parte da população. “É sim recomendado para, depois, procurar na população quem já tem anticorpo contra o vírus . Para fazer estudo, sim, é válido", afirmou

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