Velório na Espanha
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Funcionários de crematório retiram caixão do carro fúnebre; Espanha tem média de 700 mortos por dia

Nos arredores do cemitério de La Almudena, em Madrid, há um crematório. A cada 15 minutos, um carro fúnebre passa na frente do local, e alguns parentes da vítima que morreu de Covid-19 têm apenas segundos para dizer adeus. Por determinação do governo, os grupos devem ter, no máximo, cinco integrantes. 

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Conforme o procedimento das autoridades da saúde, o motorista pode abrir o porta-malas para que os parentes vejam o caixão, mas em circunstância alguma ele deverá ser aberto. O padre poderá dar a última bênção com água benta, por cima da caixão, e então o corpo é encaminhado para o crematório sem qualquer cerimônia.

Esta é a dinâmica que alguns crematórios de Madrid, a cidade mais afetada pelo surto do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no país, estão para adotar. A família se retira e outra aparece. Mais um carro fúnebre, mais uma bênção, mais uma despedida sem um “adeus” adequado. É uma cena curiosa, mesmo para um cemitério que guarda os restos mortais de combatentes da guerra civil, ou da própria gripe espanhola. 

A Espanha passou a Itália na quantidade de casos registrados de Covid-19. São 136 mil contra 132 mil, ainda que a Itália tenha registrado mais mortes (16 mil contra 13 mil). Apenas neste dia 6 de abril, 700 pessoas morreram no país, ainda que 40.437 pacientes já estejam totalmente recuperados do novo coronavírus. 

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