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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, o líder da entidade afirmou que, nos próximos dias, o número de casos da doença deve chegar à marca de 1 milhão, com 50 mil mortes

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou preocupação com o rápido avanço global da Covid-19.

Em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, o líder da entidade afirmou que, nos próximos dias, o número de casos da doença deve chegar à marca de 1 milhão, com 50 mil mortes. Nesta quarta-feira (1º),  já são 927,996 casos confirmados no mundo. 

"Nos próximos dias, chegaremos a 1 milhão de casos confirmados de covid-19 e 50 mil mortes. Embora números relativamente baixos de casos covid-19 confirmados tenham sido relatados na África e na América Central e do Sul, percebemos que a covid-19 poderia ter sérias consequências sociais, econômicas e políticas para essas regiões. É essencial garantir que esses países estejam bem equipados para detectar, testar, isolar e tratar casos", disse Ghebreyesus.

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"Ao entrarmos no quarto mês desde o início da pandemia da covid-19, estou profundamente preocupado com a rápida escalada e a disseminação global de infecções", considerou o diretor da OMS.

Além dos números, outros assuntos abordados na coletiva foram os estudos para saber quais medicamentos são mais eficazes no tratamento da doença.

"Continuamos trabalhando com governos e fabricantes para acelerar a produção e distribuição de equipamentos de proteção individual", disse Ghebreyesus.

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Ainda assim, a OMS segue com a recomendação de uso de máscaras para as pessoas doentes e também para quem as cuida, além da sua combinação com outros métodos de proteção.

Ao citar países em desenvolvimento, Ghebreyesus comentou a implementação de programas de bem-estar social que possam combater as consequências causadas pelo Covid-19.

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"Muitos países estão pedindo às pessoas que fiquem em casa e desliguem o movimento da população, o que pode ajudar a limitar a transmissão do coronavírus, mas pode ter consequências indesejadas para as pessoas mais pobres e vulneráveis", disse.

"Convidei os governos a implementar medidas de bem-estar social para garantir que as pessoas vulneráveis tenham alimentos e outros itens essenciais da vida durante esta crise", completou Ghebreyesus.

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