racismo coronavírus
Reprodução/redes sociais
Caso foi considerado pela polícia como "agressão agravada por motivos raciais"

O estudante de 23 anos nascido em Cingapura Jonathan Mok foi agredido por um grupo de quatro homens em Londres, capital da Inglaterra, na noite desta segunda-feira (2). O jovem relatou que enquanto estava sendo agredido, um dos homens havia gritado  "não queremos o seu coronavírus no nosso país".

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Jonathan, que é aluno da Universidade College London, estava andando na Oxford Street, uma famosa e movimentada rua comercial de Londres, quando começou a ouvir gritos de “ coronavírus ”. Ele confrontou os homens que estavam o associando à doença, mesmo sem saber se o jovem possuía o vírus, e foi atacado por eles.

"De repente, o primeiro soco acertou meu rosto e me pegou de surpresa", contou em um post que fez nas redes sociais. Em fotos postadas pelo jovem, é possível ver o inchaço no rosto do jovem e roxos causados pela agressão .

Jonathan afirmou que esse não foi o único caso que ocorreu nas últimas semanas. Ele explica que o surto de coronavírus está sendo usado por muitas pessoas como desculpa para "aumentar o ódio por pessoas diferentes deles". A polícia de Londres está investigando o caso, que foi enquadrado como "agressão agravada por motivos raciais". Nenhuma pessoa foi presa até o momento e as autoridades estão em busca de identificar os suspeitos.

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“Estudei em Londres nos últimos 2 anos e todos os anos sou submetido a observações racistas (inocentes ou feitas com malícia)”, escreveu. “Para aquelas pessoas que me disseram que Londres não é racista, pense novamente. Acho que é uma pena que essas experiências manchem a imagem desta bela cidade com tantas pessoas legais" concluiu sobre o episódio de racismo  e agressão associado ao  coronavírus .


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