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Eleitores trans podem não conseguir votar


Estudo aponta que cerca de 378 mil eleitores transgêneros podem não conseguir votar na eleição presidencial dos Estados Unidos neste ano por conta do nome ou da aparência que não são semelhantes ao do cartão de idetificação. Este dado preocupa os Democratas, pois essa parcela do eleitorado trans geralmente é mais alinhada aos ideais do partido.

O relatório do Instituto Williams na Faculdade de Direito da UCLA (Universidade da Califórnia de Los Angeles), que pesquisa políticas públicas, apontou que 378 mil eleitores não possuem documento com foto que retrate sua aparência atual ou identidade de gênero, de modo que torna impossível a comprovação da identidade e impede o voto no pleito.

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Dos 50 estados americanos, 35 pedem comprovação de identidade para que o eleitor possa votar. Cerca de 260 mil pessoas trans vivem nos estados que exigem apresentação de identificação com foto, segundo dados da pesquisa.

Além do clima já polarizado por conta das eleições, os americanos se dividem entre os que defendem a necessidade de identificação para votar, pois acreditam que é uma forma de evitar fraudes, e os que se colocam como defensores dos direitos dos eleitores com a justificativa de que as restrições afetam a parcela mais pobre e as minorias que compõem o eleitorado.

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A pesquisa desperta preocupação nos núcleos democratas, pois uma parcela considerável de pessoas que geralmente fazem parte do seu eleitorado podem não votar e defazar a corridade democrata contra o presidente Donald Trump.

Os "mesários" americanos serão os responsáveis por julgar se a pessoa trans na frente deles é a mesma que está na lista dos eleitores, segundo co-autora do relatório Jody Herman, pesquisadora da Williams.

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