Luis Arce (esq),ex-ministro da Economia de Evo Morales, é o candidato do MAS à presidência
Reprodução/Twitter Evo Morales
Luis Arce (esq),ex-ministro da Economia de Evo Morales, é o candidato do MAS à presidência


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da Bolívia invalidou a candidatura do ex-presidente Evo Morales ao Senado do país nas eleições de 3 de maio. De acordo com as autoridades eleitorais, o ex-mandatário não cumpre o requisito de "residência permanente" no estado de Cochabamba, região que pretendia representar no Poder Legislativo pelo Movimento ao Socialismo (MAS).

O TSE também barrou as candidaturas de Diego Pary, que foi ministro das Relações Exteriores de Morales e pretendia se lançar como senador de Potosí, e do líder da direita Mario Cossío, que vive no Paraguai, alegando a mesma falha de falta de "residência permanente" nas regiões pelas quais se postulariam.

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Morales renunciou à Presidência da Bolívia em novembro, em meio a uma onda de protestos populares e pressão das Forças Armadas iniciadas após as eleições de outubro, que foram canceladas por suspeita de fraude. Inabilitado para concorrer novamente ao posto, ele pretendia se candidatar ao Senado pela região de Cochabamba.

Exílio

O ex-presidente está vivendo atualmente na Argentina, exilado. Ele está sendo processado por "rebelião e terrorismo" por sua suposta participação em bloqueios rodoviários ocorridos após sua renúncia. Pelo Twitter, ele criticou a decisão do TSE. "É um golpe para a democracia. Os membros do TSE da Bolívia sabem que eu atendo aos requisitos para ser candidato", alegou.

As lei eleitorais na Bolívia exigem que os candidatos ao Congresso comprovem que, na data da eleição, vivem ao menos há dois anos na circunscrição eleitoral por onde se postularam. Já a candidatura de Luis Arce (ex-ministro da Economia) à Presidência da Bolívia pela legenda de Morales, o MAS, deve ser autorizada.

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