Luis Arce (esq), ex-ministro da Economia de Evo Morales, é o candidato do MAS à presidência
Reprodução/Twitter Evo Morales
Luis Arce (esq), ex-ministro da Economia de Evo Morales, é o candidato do MAS à presidência


O ex-ministro da Economia, Luis Arce , está liderando a intenção de votos na corrida pela Presidência da Bolívia , segundo pesquisa de opinião realizada pela Ciesmo e divulgada no último domingo. Arce é o candidato do partido Movimento ao Socialismo (MAS), do ex-presidente Evo Morales , que renunciou ao cargo em outubro do ano passado.

Com 31,6%, Luis Arce disputaria o segundo turno com Carlos Mesa , que foi presidente de 2003 a 2005 e, agora, é dono de 17,1% da preferência dos bolivianos para reassumir o comando nas eleições de maio. Os números de Mesa estão muitos próximos de Jeanine Áñez , presidente interina desde a saída de Morales. Ela tem 16,5% das intenções.

Os outros candidatos são Luis Fernando Camacho (9,6%), Chi Hyun Chung (5.4%), Jorge Tuto Quiroga (1,6%), Felicio Mamani (1,6%) e Ismael el Schabib (0,5%).

Uma pesquisa realizada nos primeiros dias de janeiro, quando os candidatos ainda não estavam definidos, já mostrava a preferência dos bolivianos pelo Movimento ao Socialismo. com 26% de declarações  de intenção de votos no partido de Evo, isso levando em conta apenas a legenda.

Leia também: Bolívia: Proibido de disputar Presidência, Morales lança candidatura ao Senado

O cenário mostra a força política de Evo Morales . Mesmo refugiado na Argentina, ele formalizou sua candidatura ao Senado. As eleições estão marcadas para o dia 3 de maio, e Morales está proibido, por determinação legal, de concorrer ao cargo de presidente.

Política conturbada

Essa será a segunda eleição nacional da  Bolívia  em sete meses. Morales  disputava uma nova reeleição, em pleito realizado no dia 20 outubro, e chegou a vencer. Nos dias seguintes, no entanto, um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou uma série de irregularidades e concluiu que a eleição foi fraudada.

A situação gerou violência nas ruas bolivianas, e  Evo Morales  renunciou, enquanto a oposição alçou  Jeanine Áñez  ao cargo de presidente interina. Ela era vice-presidente do Senado e chegou ao poder depois de cinco renúncias de aliados que acompanharam o ex-presidente.

Por articulação do governo interino, a Justiça decidiu proibir Morales de concorrer à Presidência nas próximas eleições, mas manteve os direitos do partido dele, o Movimento ao Socialismo ( MAS ), que lançou  Luis Arce , ex-ministro da economia, como candidato a presidente e Davi Choquehuanca como vice.

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