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Casal se mudou para a França em setembro de 2019 e soube pela polícia que o atirador morava no andar de cima.

Uma família brasileira que vive na cidade de Toulon, na França, foi vítima de um atentado a tiros na última quinta-feira (13). A servidora pública no setor de comunicação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Cristiane Tavares, de anos, foi baleada pelas costas enquanto caminhava para o apartamento onde vive com o marido e o filho de 4 anos.  O suspeito do crime é o vizinho que mora um andar acima da família.

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A brasileira, natural de Vitória da Conquista, na Bahia , contou que em um primeiro momento achou que o disparo se tratava de uma descarga elétrica. Não identifiquei como tiro porque teve um clarão. Aí eu entrei para casa, no apartamento que fica no segundo andar, em um bairro bem tranquilo daqui", disse ao G1 Bahia. 

Ao chegar em casa, Cristiane disse ao marido, André Modenezi, de 39 anos, que tinha sofrido uma descarga elétrica e suspeitava que estava tendo uma parada cardíaca. A servidora pública, que tinha ido para França fazer mestrado , deixou a porta do apartamento aberta. Momentos depois, um homem armado apareceu e disparou contra o abdômem de André. 

"Eu não tinha sangue pelo corpo, porque eu estava com um casaco muito pesado, a gente não se deu conta. Aí na hora que eu sentei no sofá, meu marido percebeu que tinha alguma coisa na roupa, como se fosse sangue. Meu marido teve aquela coisa de ir em direção à porta. Na hora que ele foi em direção à porta, o homem entrou e deu o segundo disparo, que foi em meu marido. Eu tava sentada no sofá e meu filho em pé do meu lado", contou.

Cristiane percebeu que se tratava de um ataque quando o marido foi ferido. Junto com o filho de quator anos ela correu e trancou a porta assim que o homem deixou a residência. A jornalista contou que descobriu a partir do relato dos policiais que o homem que efetuou os disparos era o vizinho, que tem transtornos psíquicos. 

Na tentativa de proteger a criança, Cristiane sentou-se debaixo da pia, longe da porta, e ligou para a polícia local. O atirador retornou ao apapartamento momentos depois e disparou contra a porta. "Meu marido também conseguiu se arrastar até a janela para falar com a polícia. Foi tudo muito rápido e terrível". 

A jornalista acredita que o terceiro tiro seria disparado contra a criança. "Aquela arma, depois que fui entender, precisava ser recarregada várias vezes. Ele não tinha munição para dar o tiro no meu filho. Ele voltou para o apartamento dele para recarregar". 

Cristiane se recupera bem. O marido, André Modenezi, está na UTI de um hospital em Toulon e vai ser sumetido a terceira cirurgia nesta segunda-feira (17). Ele está em coma induzido e o estado de saude é estável.

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A família vive em Toulon há cerca de cinco meses. "A gente decidiu morar na cidade de Toulon porque é uma cidade considerada tranquila". A jornalista informou que está recebendo suporte de hospitais, da comunidade acadêmica da universidade de Toulon e também de moradores da região.

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