Incêndios atingiram a região de Vitória, na Austrália
Reprodução Instagram/@travelling_aus_family
Incêndios atingiram a região de Vitória, na Austrália

Equipes de resgate que atuam em meio aos  incêndios florestais  na Austrália ainda enfrentam dificuldades no socorro às vítimas por conta da densa fumaça que tomou conta do Sudeste do país. Apesar das chuvas e temperaturas menos extremas registradas na sequência de um fim de semana de consequências catastróficas, governos locais temem que a onda de calor se acentue nos próximos dias.  

Leia também: Bolsonaro diz que vai colocar jornalista no Ibama como "raça em extinção"

Até o momento, as autoridades estimam que a área devastada pelo fogo corresponda a oito milhões de hectares, equivalente à Irlanda ou a quase duas vezes o território do estado do Rio. Até o momento, 25 mortes foram confirmadas, e cidades inteiras foram destruídas ou parcialmente afetadas pela falta de eletricidade e cobertura de telefonia móvel. Há pelo menos 24 mil australianos sem energia. 

Os incêndios têm afetado o país desde setembro de 2019. Além de três mil reservistas do exército, bombeiros dos Estados Unidos e do Canadá colaboram no combate às chamas. Somente no estado de Nova Gales do Sul, 146 incêndios ainda estão ativos, segundo a primeira-ministra da região administrativa, Gladys Berejiklian, e 1.500 residências foram destruídas. No estado de Vitória, há pelo menos 40 focos de chamas.

Cerca de 400 pessoas foram resgatadas na cidade de Mallacoota, em Nova Gales do Sul, no último domingo. As autoridades locais pretendiam resgatar outras 300 nesta segunda-feira, mas a fumaça impediu o trabalho de resgate. Uma nova onda de calor está prevista para os próximos dias, o que indica um longo caminho até o desfecho da crise.

Leia também: Lula vai usar sanção do juiz de garantias em ação contra Moro

"Não estamos em circunstâncias normais nesta temporada de incêndios. Provavelmente teremos quatro a cinco semanas de temperaturas (altas). Teremos que agir", alertou a presidente do novo fundo de ajuda às vítimas das chamas no estado de Vitória, Pat McNamara, em entrevista à rede ABC .

Você viu?

O primeiro-ministro do estado, Daniel Andrews, falou no mesmo tom, "Ninguém pode agir de forma complacente. Temos um perigo ainda maior de incêndios até o fim desta semana com o clima quente".

Ao todo, 67 mil pessoas foram evacuadas em Vitória, que criou seu próprio fundo para a recuperação dos danos, com investimento inicial de R$ 140,8 milhões. Segundo o Conselho de Seguradoras da Austrália, o prejuízo em perdas materiais no país ultrapassa a marca de R$ 1,2 bilhão levando em conta os meses de setembro a novembro, e desconsiderando a última escalada na crise.

Leia também: Morre morador de rua que foi incendiado na Mooca; vídeo mostra momento do ataque

O premier da Austrália , Scott Morrison, criticado tanto pelas políticas climáticas negacionistas acusadas por opositores quanto pela suposta demora na resposta à crise, anunciou um investimento de US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões) a serem aplicados nos próximos dois anos. Os fundos serão geridos pela recém-criada Agência Nacional de Recuperação dos Incêndios Florestais.

"Nosso objetivo neste momento é o custo humano e da reconstrução das vidas destas pessoas", declarou Morrison, do partido Conservador. O primeiro-ministro afirmou, confirmou, ainda, a morte de 4 mil animais, entre gado e ovelhas.   

Leia também:Deputado do PT publica vídeo de game como se fosse ataque dos EUA ao Irã

Nesta segunda (6), vários estabelecimentos permaneceram fechados na capital, Canberra, que no último fim de semana foi considerada a cidade mais poluída do mundo. O estoque de máscaras na cidade está próximo do fim, segundo reportou o serviço de emergências municipal. O governo australiano teme impactos na saúde dos moradores de outras grandes cidades, como é o caso de Sydney.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários