Trio
Reprodução/Mid-Atlantic Innocence Project
Alfred Chestnut, Andrew Stewart e Ransom Watkins foram liberadores nesta segunda-feira

Condenados injustamente a prisão perpétua em 1984, por um crime que não cometeram, três homens de Baltimore, no estado norte-americano de Maryland, foram libertados na última segunda-feira (25) após passarem os últimos 36 anos na cadeia.

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Segundo informações da BBC, Alfred Chestnut, Andrew Stewart e Ransom Watkins foram condenados após serem considerados culpados pela morte de um jovem de 14 anos em uma escola pública no ano de 1983.

O caso foi revisto por um juiz do estado após novas evidências terem surgido em 2018, juntamente com uma carta de Chestnut, apelando para que a Unidade Integrada de Condenações de Baltimore realizasse uma nova avaliação sobre as investigações. Com isso, as acusações acabaram sendo retiradas e o trio liberado da cadeia .

Segundo a defesa do trio , eles foram coagidos e forçados a assumir a autoria do crime . "Estes três homens foram condenados porque a polícia e a promotoria não souberam conduzir o processo. Os investigadores miraram em três jovens negros e usaram de coerção para ter um caso", afirmou a advogada Marilyn Mosby após a soltura.

"Não acho que este seja um dia de vitória, pois este caso é uma tragédia. Agora, todos têm que assumir as responsabilidades por esta situação", finalizou Mosby.

Em coletiva de imprensa,  Chestnut revelou que conseguiu ter acesso aos documentos do caso após realizar uma petição pública, uma vez que o juiz anterior do caso havia definido que os dados ficassem sob sigilo, e garantiu: "essa luta ainda não acabou. Vocês ainda ouvirão falar de nós".

Relembre o caso

Em novembro de 1983, quando ainda eram adolescentes, os três homens foram presos após DeWitt Duckett, de 14 anos, levar um tiro no pescoço e morrer a caminho da escola. Na ação, a vítima ainda teve uma jaqueta, da Universidade de Georgetown, roubada.

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O assassinato acabou gerando comoção nacional por ter sido o primeiro em uma escola pública de Baltimore . Com isso, a polícia se viu pressionada a encontrar respostas e identificar o culpado, o que fez com que acabasse utilizando de meios não ortodoxos para garantir uma acusação.

Ainda de acordo com a publicação, a condenação aconteceu mesmo sem provas substanciais e com os depoimentos contrários de testemunhas, que não reconheceram nenhum dos três como o suspeito do disparo. Inclusive, o homem apontado como o autor verdadeiro, que não foi identificado, morreu em 2002, quando o triou já cumpria 19 anos de prisão.

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