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Queixa tem como base um áudio do ex-presidente em que ele teria incitado os bolivianos a se rebelarem contra autoridades de Estado

Evo Morales com a mão no peito fazendo discurso arrow-options
Reprodução/Twitter
Saída de Morales deixa os bolivianos sem um chefe de Estado

O governo interino da Bolívia abriu processo contra o ex-presidente Evo Morales nesta sexta-feira (22) por atos de terrorismo e sedição, quando alguém incita pessoas a se rebelarem contra a autoridade do Estado.

Na gravação, um homem instrui um líder cocaleiro a fechar os acessos às cidades e interromper o abastecimento de alimentos com o objetivo seria desestabilizar o atual governo, de sua opositora Jeanine Añez . "Que não entre comida nas cidades, vamos bloquear, cerco de verdade", diz um trecho da gravação. Para o ministro do Interior, Arturo Murillo, o áudio configura um "crime de lesa-humanidade".

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O procurador-geral, Juan Lanchipa, disse que pedirá ao Ministério das Relações Exteriores que "informe as autoridades mexicanas do início da investigação" contra Evo, que em princípio seria investigado sem jurisdição especial, na condição de ex-presidente. Se ele for considerado culpado, pode receber sentença de 30 anos de prisão.

Desde que renunciou à presidência, Evo Morales está exilado no México. Nesta sexta, o ex-presidente disse que está convencido que sofreu uma tentativa de atentado no dia 4 de novembro . Na ocasião, o helicóptero em que ele estava teve que realizar um pouso de emergência devido a problemas mecânicos.