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Após a morte de Baha Abu al Ata, de 42 anos, grupos palestinos dispararam foguetes em solo israelense; imagens mostram alguns explodindo em ruas

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Reprodução
Imagens de mísseis caindo em solo israelense foram registradas por câmeras de segurança

O Exército de Israel anunciou nesta terça-feira (12) que matou o líder militar do grupo palestino Jihad Islâmica na Faixa de Gaza, Baha Abu al Ata, de 42 anos. "A sua casa foi atacada em uma operação conjunta das nossas Forças Armadas e do serviço secreto", informou, em nota, o comando militar israelense.

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Além de Baha Abu al Ata, o ataque de Israel matou a mulher do líder militar. A residência está localizada no distrito de Shejayia, a leste da cidade de Gaza.

Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu , disse que Baha Abu al Ata era "responsável por muitos atentados e lançamentos de foguetes contra Israel ocorridos nos últimos meses". "Ele pretendia realizar novos atentados", acusou.

A Jihad Islâmica também confirmou a morte do líder, prometendo retaliação. "A nossa reação fará Israel tremer", ameaçou o grupo. De acordo com o líder político da Jihad Islâmica, Ziad Nahale, "Israel ultrapassou todas as linhas. Reagiremos com força". O incidente elevou a tensão na região. Sirenes de alarme foram ouvidas em Ashdod e Gedera, no sul de Israel, e em Tel Aviv. O serviço ferroviário também foi interrompido.

De acordo com fontes locais, ao menos 50 lançamentos de foguetes foram feitos de Gaza em direção a Israel nas últimas horas, em resposta à morte de Baha Abu al Ata. Cerca de 20 foram interceptados pelo sistema de defesa Iron Dome. O restante caiu em áreas abertas. Um milhão de israelenses foram orientados e se refugiarem em suas casas e evitarem sair às ruas.

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Enquanto isso, militares e aviões israelenses continuam atacando Gaza . Um veículo das Forças Armadas matou dois membros da Jihad Islâmica que, segundo Tel Aviv, eram "uma ameaça imediata" e pretendiam lançar mais foguetes contra Israel.

A Jihad Islâmica é o segundo maior grupo palestino na Faixa de Gaza, atrás apenas do Hamas, com o qual mantém uma aliança estratégica. Em nota, o Hamas também prometeu se vingar.