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Cientistas afirmam que evento não mantém relação com o efeito estufa. Icebergs nessas proporções passam a ter seu deslocamento monitorado

Iceberg imagem da NASA arrow-options
Nasa
bloco de gelo Amery, do qual o iceberg D28 se deslocou, estava em fase de monitoramento desde a década de 1990.

O bloco de gelo Amery, localizado na Antártida, produziu um iceberg com área um pouco maior que a cidade de São Paulo . Desde 1960 que Amery não produzia um bloco de gelo nessas proporções.

Com aproximadamente 1.640 km², a plataforma foi batizada de D28. Icebergs nessas proporções passam a ter seu deslocamento monitorado para que em um futuro não se transformem em um risco ao transporte marítimo. 

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De acordo com a BBC, a Amery é a terceira plataforma de gelo da Antártida e um importante canal de escoamento para o leste do continente. Cientistas previam esse acontecimento. Grade parte da atenção sobre a área foi focada no leste do trecho que se separou. 

Uma imagem de satélite produzida pela Nasa de uma área batizada como 'Dente Mole' mostra uma área da Amery com um sistema de fendas. O 'Dente Mole', no entanto, continua preso, enquanto a parte D28 passou a flutuar pelo oceano de forma independente.

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Em uma entrevista à BBC, a  professora Helen Fricker, da Scripps Institution of Oceanography informou que havia previsto em 2002 que o 'Dente Mole' se deslocaria em algum momento entre os anos de 2010 e 2015. 

A pesquisadora enfatizou, no entanto, que esse evento não mantém ligações com as mudanças climáticas, apesar do derretimento da superfície do bloco de gelo durante o verão. 

O nome de batismo do bloco de gelo, intitulado D28, vem de um sistema de classificação administrada pelo Centro Nacional de Neve e Gelo dos Estados Unidos, que divide a Antártida em quadrantes. Calcula-se que ele tenha cerca de 210 metros de espessura e cerca de 315 bilhões de toneladas de gelo.