ONU
UN Photo/Kim Haughton
EUA expulsam dois diplomatas da missão de Cuba junto à ONU

O governo dos EUA determinou nesta quinta-feira (19) a expulsão de dois diplomatas da missão de Cuba junto à Organização das Nações Unidas (ONU) por participarem de “atividades prejudiciais aos interesses nacionais” americanos, sem especificar no que consistiriam estas supostas atividades. O Departamento de Estado também restringiu os movimentos dos demais integrantes da representação cubana no organismo multilateral.

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“Depois que dois integrantes da missão diplomática de Cuba na ONU participaram de atividades prejudiciais aos interesses nacionais dos Estados Unidos, pedimos a eles que saiam”, informou a porta-voz do Departamento de Estado americano, Morgan Ortagus, na rede social Twitter.

O governo dos EUA também requisitou aos demais diplomatas da missão cubana que permaneçam em Manhattan, Nova York, onde está a sede da ONU. A missão permanente de Cuba junto à organização é composta por 16 funcionários.

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Em um breve comunicado, o Departamento de Estado também informou que a ordem de expulsão se deu devido às tentativas dos diplomatas de “conduzirem operações de influência contra os Estados Unidos”.

“Levamos a sério toda e qualquer tentativa (de operações) contra a segurança nacional dos Estados Unidos, e vamos continuar a investigar o pessoal restante (da missão de Cuba
junto à ONU) que possa estar abusando de seus privilégios de residência (nos EUA)”, acrescenta o texto.

Como a ONU está sediada nos EUA, o país é obrigado a conceder vistos para pessoal de Estados integrantes da organização para que eles possam participar de reuniões e
representarem seus países de forma permanente.

Em algumas ocasiões, no entanto, as autoridades americanas podem restringir a movimentação de funcionários das representações de países que têm conflitos ou desavenças com Washington.

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O anúncio da expulsão dos diplomatas cubanos se dá às vésperas do início da 74ª Assembleia Geral da ONU .

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