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Líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, afirma que seu país só volta à mesa se norte-americanos retornarem ao acordo nuclear de 2015

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(Handout/Getty Images
Irã diz que só negocia se EUA voltar ao Acordo Nuclear de 2015

O supremo líder do Irã , aiatolá Ali Khamenei , descartou nesta terça-feira a possibilidade de retomar negociações com os EUA após o presidente americano Donald Trump sugerir o envolvimento do país nos ataques de sábado contra duas das principais instalações de processamento de petróleo da Arábia Saudita . Em entrevista na segunda, Trump afirmou que o Irã “parece ser” responsável pela ação que cortou pela metade a produção do reino, o equivalente a cerca de 5% do fornecimento mundial.

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"Autoridades iranianas, de qualquer escalão, jamais negociarão com autoridades americanas. Isto é parte de sua política (de Trump) de pôr pressão máxima no Irã ", disse Khamenei, citado pela TV estatal iraniana.

O aiatolá acrescentou que o Irã só voltará a negociar com os EUA se os americanos retornarem ao acordo nuclear fechado em 2015 que abandonaram unilateralmente no ano passado. As relações entre Washington e Teerã se deterioraram enormemente após a decisão de Trump de retirar seu país do acerto envolvendo diversas outras potências ocidentais para limitar o programa de desenvolvimento de tecnologia nuclear dos iranianos, reimpondo sanções contra a nação persa. Trump também quer que o Irã pare de apoiar grupos na região, como o movimento xiita libanês Hezbollah e os rebeldes houthis no Iêmen, que assumiram a autoria dos ataques na Arábia Saudita .

Depois de afirmar no domingo que os EUA estavam “com armas preparadas” para responder à ação de sábado contra os sauditas, Trump adotou um tom mais brando nesta segunda, dizendo “não ter pressa”, pois ainda quer determinar “com certeza” o  responsável pelos ataques e “evitar” uma guerra com o Irã.

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Aliado dos EUA e apoiado por Trump, o regime saudita informou nesta segunda, sem apresentar provas, que conclusões preliminares de suas investigações indicam que as armas usadas no ataque às instalações de petróleo teriam vindo do Irã . O país persa nega qualquer envolvimento na ação .