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Manifestantes se reuniram em cidades da fronteira entre França e Espanha, atacando a concentração de renda e pedindo ações para o meio-ambiente

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Reprodução/Twitter
Manifestantes protestaram contra a cúpula do G7 e entraram em confronto com a polícia na França

Pouco mais de 25 quilômetros separam Biarritz , onde um punhado de líderes dos países mais poderosos se reúne este fim de semana na cúpula do G7 para debater os problemas do mundo, e as localidades de Hendaye (França) e Irún (Espanha), bases de dois grandes acampamentos nos quais umas 25 mil pessoas montam vigília contra a presença deles.

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Cerca de 15 mil pessoas marcharam na manhã deste sábado (24) contra a realização da reunião de cúpula do  G7  na região, interrompendo o fluxo de veículos momentaneamente numa das passagens fronteiriças entre os dois países e atraindo a adesão de moradores da região e famílias inteiras à base de cânticos, música e um protesto multicolorido e variado.

A chamada contracúpula, que também tem debates, discussões e propostas “por um mundo melhor”, é organizada por mais de 100 ONGs de natureza bem plural: anticapitalistas, ecologistas, ativistas pelos direitos das mulheres, representantes de coletivos de imigrantes e LGBTI. Não faltaram duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro, a quem muitos dos presentes culpavam pela "destruição da Amazônia" e a disparada no número de incêndio.

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Líderes da manifestação gritavam slogans com megafones contra a destruição das florestas, ressaltando o que chamavam de conivência do presidente brasileiro com criadores de gado e madeireiros ilegais que atuam na maior floresta tropical do mundo.

Já na cidade francesa de Bayonne, próxima a Biarritz, houve confronto entre manifestantes e a polícia. Bombas de gás e jatos d'água chegaram a ser usados para dispersar o protesto . Mesmo assim, eles não conseguiram passar pelo bloqueio de segurança montado pela polícia. Dezessete pessoas acabaram presas.

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Neste domingo (25), estão previstas outras manifestações na região, sempre a dezenas de quilômetros do centro de Biarritz , onde se dão os debates e eventos do G7 sob a proteção e o isolamento proporcionados por mais de 13 mil policiais franceses e espanhóis, além de militares.