Nicolás Maduro e Donald Trump
Reprodução/Twitter e Official White House Photo/Tia Dufour
Nicolás Maduro e Donald Trump confirmam contatos diretos entre Venezuela e Estados Unidos

Os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e dos EUA, Donald Trump, confirmaram, com algumas horas de diferença, que representantes dos dois países estão em contato direto,
porém sem dar detalhes sobre o que estaria sendo conversado.

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No começo da tarde, Trump afirmou a jornalistas na Casa Branca que "estava falando com vários representantes da Venezuela ", sem dar nomes, mas deixando claro que se tratam de
"funcionários de alto escalão".

Mais tarde, durante um evento no estado de Vargas, Maduro disse que as conversas vêm acontecendo "há alguns meses", com a sua autorização pessoal. Ele não disse se participou de
algum dos encontros, mas deixou claro que a aproximação recebeu sua autorização expressa.

Na segunda-feira (19), a agência de notícias Associated Press revelou a existência dos contatos diretos entre os dois lados. Segundo os relatos, o número dois do regime
chavista, Diosdado Cabello , participou das conversas, buscando garantias de que a liderança do governo não sofrerá represálias se cederem às demandas da comunidade internacional
e concordarem com um acordo eleitoral confiável.

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Segundo a Associated Press , Cabello teria recebido em julho um representante em contato direto com o alto escalão do governo americano para escutar suas propostas. Na estrutura
de poder venezuelana, o vice-presidente do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (Psuv) é uma das figuras mais radicais e intransigentes, e vê sua influência crescer
conforme o poder de Maduro diminui. Washington , entretanto, o acusa de comandar um esquema de corrupção e tráfico de drogas, além de responsabilizá-lo por ameaças de morte
contra o senador americano Marco Rubio, um crítico ferrenho do regime venezuelano.

Ao comentar as revelações, Cabello não negou os encontros, mas disse que tratam-se de "fofocas". "Se é segredo, por que veio à luz? O império acredita que eles nos dividirão com
fofocas", respondeu Cabello a um jornalista da AP durante a coletiva de imprensa semanal do Psuv. "A coisa mais importante que a AP pode escrever sobre essas conversas é que
haverá eleições antes de 2020", disse.

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Em seu programa "Con el mazo sando", por sua vez, Cabello disse que manteria uma conversa com as autoridades americanas, mas que suas condições eram: autorização do presidente
Nicolás Maduro; falar em nome da Venezuela , não em seu nome; e que o encontro acontecesse em seu país.

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