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Giuseppe Conte anunciou nesta terça (20) que abandonará governo italiano e responsabilizou Matteo Salvini de 'oportunismo' e 'irresponsabilidade'

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Reprodução/Facebook Matteo Salvini
Salvini acumula polêmicas e desafetos no comando da Itália

O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, disse que "faria tudo de novo", ao responder nesta terça-feira (20) às críticas de que seria o responsável pela crise política que levou à renúncia do primeiro-ministro Giuseppe Conte. "Obrigado e finalmente: faria de novo tudo que fiz", disse o líder do partido nacionalista Liga Norte, em um pronunciamento no Senado, logo após o discurso de Conte, no qual o premier anunciou que renunciaria ao seu cargo .

"Estou aqui com a grande força de ser um homem livre. Isso quer dizer que não tenho medo do julgamento dos italianos. Nesta sala, há mulheres e homens livres, e mulheres e homens menos livres. Quem tem medo do julgamento do povo italiano não é um homem ou mulher livre", rebateu Salvini. O político foi o principal alvo do discurso de Conte, que acusou o vice- premier de "oportunismo" e "irresponsabilidade" por decretar o fim da aliança com o Movimento 5 Estrelas (M5S) e pedir a convocação de novas eleições na Itália. "É uma novidade o que aconteceu hoje".

Lamento que o presidente do Conselho de Ministros tenha tido que me suportar por um ano", disse Salvini , em tom de ironia. "Perigoso, autoritário, preocupante, ineficaz, inconsciente. Bastava o [jornalista Roberto] Saviano ou [Matteo] Renzi para me fazer tantos insultos, mas não o presidente do Conselho", disse.

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Salvini também tentou se defender dos ataques e argumentou que o governo terminou porque "no Parlamento, nas Comissões, em todo governo eram 'muitos 'nãos' [aos projetos e propostas]". O líder da Liga Norte disse ainda que não teme uma aliança entre o Movimento 5 Estrelas e o opositor Partido Democrático. "Se quiserem completar as reformas, estamos aqui. Se quiserem governar com Renzi, boa sorte", disse o vice- premier , referindo-se ao ex-parceiro de coalizão, Luigi Di Maio.