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Batizada de “Atomik”, bebida é feita com grãos e água colhidos da zona de exclusão decorrente do maior desastre nuclear da história mundial

Garrafa de vodka arrow-options
ABC7 / Reprodução
Lucro da venda da vodka será revertido para moradores afetados por explosão da usina de Chernobyl

Após 33 anos do maior desastre nuclear da história, cientistas da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, criaram uma vodka produzida com água e grãos colhidos na zona de Chernobyl, na Ucrânia.

No dia 26 de abril de 1986, o reator número quatro na central da usina nuclear de Chernobyl explodiu. Durante a madrugada daquele dia, uma enorme bola de fogo destruiu o teto do edifício de 500 toneladas e liberou no ar nove toneladas de partículas radioativas.

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A tragédia liberou uma radiação maior que a das bombas de Hiroshima e Nagasaki e matou, segundo o governo soviético, 32 pessoas. Mas outras milhares perderam a vida nos anos seguintes. A nuvem nuclear atingiu a Europa e contaminou quilômetros de vegetação.

A bebida desenvolvida se chama "Atomik" e segundo os pesquisadores, o processo de destilação retirou qualquer índice de radiotividade . Esse é o primeiro produto feito com matérias-primas da área de Chernobyl.

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Um dos cientistas, Jim Smith, disse que pretende produzir mais garrafas da vodka "Atomik" para o destilado ser vendido em maior escala. O objetivo é destinar 75% dos lucros para as comunidades locais, que ainda sofrem por conta do acidente nuclear.

"Nós não acreditamos que a Zona de Exclusão deva ser usada intensivamente para agricultura. Mas muita gente ainda vive em outras áreas onde a agricultura ainda é proibida", disse Smith, em uma entrevista ao site da Universidade de Portsmouth.