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Após prisão de 680 imigrantes, crianças que ficaram sem ter para onde ir foram levadas a academia comunitária com a ajuda de voluntários

Crianças chorando arrow-options
Freedom Law Associates / Twitter
Parte das crianças filhas de imigrantes foram buscadas nas escolas por amigos ou vizinhos dos pais

Após a prisão de 680 imigrantes sem documentos , a maioria latinos, em batidas em sete fábricas no sudeste dos Estados Unidos , várias crianças ficaram desabrigadas sem ter onde passar a noite. 

Em Forest, no Mississippi, líderes da comunidade se uniram para tentar abrigá-las  em uma academia comunitária. Na manhã desta quinta-feira (8), a maioria foi levada aos cuidados de parentes distantes.

As crianças, muitas delas ainda bebês , tiveram que ser buscadas na escola por vizinhos e até estranhos e foram levadas a um centro comunitário onde voluntários tentavam acalmá-las, segundo o canal12 News, afiliado à rede NBC. Muitas não paravam de chorar, chamando pelos pais, que foram detidos pelo governo.

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Lutando contra as lágrimas, Magdalena Gómez Gregorio, de 11 anos, estava devastada por estar sem os pais.“Governo, por favor, mostre um pouco de compaixão”, pediu, ao repórter do 12 News. “Deixe meus pais livres e todos os outros. Por favor, não deixem as crianças aqui chorando. Meu pai não fez nada, ele não é um criminoso .”

Uma menina tentava comer, mas não conseguia conter as lágrimas . “As crianças que estou cuidando vivem com a mãe, que está no país há 15 anos e não tem registro”, contou Christina Peralta, que é madrinha de duas filhas de imigrantes. “Muitas pessoas aqui não têm documentos e estão no país há 10 ou 12 anos”, disse.

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Com a ajuda do dono da academia, Jordan Barnes, e de outros líderes da comunidade, as crianças tiveram um teto para dormir e comida doada para se alimentar. Os mantimentos , no entanto, são apenas para uma noite.

“Se elas precisarem de transporte para a escola amanhã (quinta-feira), nós também cuidaremos disso”, disse Barnes. “Eu entendo a lei e como tudo funciona. Mas precisamos colocar as crianças em primeiro lugar e é isso o que nós tentamos fazer. Tentamos lhes dar um lugar para ficar e aliviar um pouco sua dor.”