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Empresário Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho é alvo da Operação Circus Maximus e está detido em Miami

Neto de João Figueiredo arrow-options
Arquivo pessoal-Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho
Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto de João Figueiredo, tem bom relacionamento com Donald Trump


O empresário Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do ex-presidente João Baptista Figueiredo, já falecido, está tentando obter Green Card, o visto de residente permanente nos Estados Unidos . Um dos alvos centrais da Operação Circus Maximus , Figueiredo foi preso no mês passado em Miami. Desde então, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal estão na expectativa de que o empresário seja deportado ou extraditado para o Brasil.

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Pelas informações preliminares recebidas por autoridades brasileiras, o neto de João Figueiredo teria sido preso por causa de problemas nos documentos de permanência dele nos Estados Unidos. O escritório de advocacia Hauman-Woodward sustenta, no entanto, que não há qualquer problema nos papéis de Figueiredo. Segundo o escritório, o empresário está em situação legal nos Estados Unidos e já até aguarda receber em casa o Green Card.

Figueiredo é um dos investigados da Circus Máximus que teve a prisão preventiva decretada pela 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília em janeiro deste ano. Desde então, ele é considerado foragido. O nome dele já foi até incluído na difusão vermelha da Interpol. O aviso, aliás, segundo um dos advogados de Figueredo teria sido o motivo da prisão do empresário.

Segundo o Hauman-Woodward, Figueiredo mora há mais de três anos nos Estados Unidos . "Seu processo imigratório já encontra-se em sua etapa final há cerca de 1 ano, com permanência no país autorizada e aguardando tão somente a emissão do Green Card". Figueiredo faz parte de um grupo acusado de pagar propina a dirigentes do Banco Regional de Brasilia (BRB) em troca da liberação de recursos de fundos de pensão para financiamento do LSH Ligestyle, o ex-Trump Hotel.

Pelas investigações do Ministério Público Federal, ex-dirigentes do BRB teriam recebido mais de R$ 20 milhões em propina para facilitar empréstimos. O LSH seria construído inicialmente numa parceria com a Trump Organização, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mas a empresa do presidente teria saído do negócio antes das supostas fraudes que envolvem o neto do ex-presidente João Figueiredo .