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Presidente dos Estados Unidos prometeu adotar tarifas de 10% sobre US$ 300 bi em importações da China a partir de 1º de setembro

Presidente Xi Jinping em pronunciamento arrow-options
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Presidente da China, Xi Jinping, ameaçou retaliação aos EUA

A China afirmou nesta sexta-feira (2) que não será chantageada e alertou para retaliação depois que o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump, citando falta de progresso nas negociações comerciais entre os dois países,prometeu adotar tarifas extras de 10% sobre US$ 300 bilhões em importações chinesas a partir do próximo mês.

Em comunicado, o ministério chinês do Comércio acusou Washington de infringir gravemente o "consenso" alcançado por Trump e o presidente chinês Xi Jinping em junho com o objetivo de retomar as negociações.

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Em uma série de tuítes publicados quinta-feira, o presidente norte-americano, que aspira um segundo mandato, afirmou que seu governo pretende aplicar, a partir de 1º de setembro, "uma pequena tarifa adicional de 10% sobre os US$ 300 bilhões" de importações chinesas até agora isentas.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, disse que " Pequim não irá ceder nem um centímetro sob pressão dos EUA":

“Se a América aprovar essas tarifas, então a China terá que adotar as contramedidas necessárias para proteger os interesses principais e fundamentais do país. Não iremos aceitar qualquer pressão máxima, intimidação ou chantagem. Sobre as principais questões de princípio, não cederemos nem um centímetro”, acrescentou a porta-voz, ressaltando que a China espera que os EUA “desistam de suas ilusões” e voltem ao caminho correto nas negociações com base em ''respeito mútuo e igualdade".