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Depois de críticas a congressistas de minorias étnicas, presidente dos EUA partiu para cima do pastor e defensor dos direitos civis Al Sharpton

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Divulgação / Official White House / Tia Dufour
Trump atacou famoso ativista negro dos EUA e é acusado de racismo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se lançou contra o pastor negro e ativista dos direitos civis americano Al Sharpton nesta segunda-feira (29), levantando novas acusações de racismo após seus recentes ataques contra legisladores negros e de outras minorias étnicas.

Trump , que busca a reeleição em 2020, fustigou Sharpton depois de um fim de semana marcado por seus ataques contra Elijah Cummings , congressista democrata negro muito crítico do presidente e cujo distrito eleitoral representa grande parte de Baltimore, cidade de maioria da população negra.

“Al é um golpista, um agitador”, escreveu Trump em sua conta na rede social Twitter após o religioso anunciar uma visita a Baltimore. “Ele odeia os brancos e os policiais!”, acrescentou o presidente americano sobre Sharpton, que foi pré-candidato à corrida presidencial pelo Partido Democrata em 2004.

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Sharpton respondeu, acusando Trump de jogar “a carta da divisão racial”. "Ele tem um veneno particular contra os negros e as personas de cor", disse o pastor a jornalistas. "Ele pode dizer o que quiser, me chamar de agitador. Sim, causo problemas aos fanáticos. E quanto a ser um golpista, se ele realmente pensasse isso me nomearia para seu Gabinete", acrescentou.

A polêmica teve início no sábado (27), quando Trump classificou o distrito de Cummings como um lugar “infestado de ratos” no qual ninguém gostaria de morar.

“Baltimore, sob a liderança de Elijah Cummings , tem as piores estatísticas de delitos na nação. 25 anos de falatório, nada de ação!”, voltou à carga Trump no Twitter nesta segunda. “Agora, o reverendo Al se apresentará para reclamar e protestar. Não fará nada para as pessoas necessitadas. Triste!”, acrescentou.

Baltimore , histórica cidade portuária americana de 600 mil habitantes, com bairros ricos, mas também distritos assolados pela pobreza, tem uma das taxas de homicídios mais altas dos EUA.

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As acusações de Trump contra Sharpton e Cummings têm lugar menos de duas semanas depois que a Câmara de Representantes dos EUA condenou a Trump por comentários “racistas” por atacar a quatro congressistas democratas conhecidas como o “Esquadrão”, todas de minorias étnicas e da ala mais progressista do partido.

“Se os democratas vão a defender o ‘Esquadrão’ da esquerda radical e ao Rei de Baltimore Falida Elijah, será um longo caminho até 2020”, concluiu Trump no Twitter nesta segunda.

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