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Na 54ª Cúpula do Mercosul, realizada na Argentina, Chanceler brasileiro pede que a situação não seja ignorada pelos países que compõem o Mercosul

Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, diante da bandeira do Brasil arrow-options
Marcelo Camargo/ABr
Comandante do Itamaraty, ministro Ernesto Araújo

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse nesta terça-feira (16) que a Venezuela é um entrave que impede a prosperidade na América do Sul. O chanceler brasileiro comparou o país do presidente Nicolás Maduro a um "elefante na sala" que não pode ser ignorado. A declaração foi dada durante a abertura da 54ª Cúpula do Mercosul , em Santa Fé, na Argentina, em reuniões com ministros de relações exteriores dos países que compõem o bloco. Até a fala de Araújo, a questão da Venezuela ainda não havia sido mencionada.

“É  preciso reconhecer que existe um elefante na sala, que é a questão da Venezuela. O grande desafio que hoje se depara a nossa região é a plena recuperação da democracia em toda a região e, neste sentido, o grande desafio é a situação da Venezuela - disse.

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O chanceler brasileiro pediu que a situação não seja ignorada pelos países que compõem o Mercosul. Segundo ele, a  " Venezuela é a grande pedra no caminho que impede o crescimento da América do Sul. "O país integrou o bloco entre 2012 e 2016, quando foi suspensa por descumprimento de regras democráticas diante do agravamento da crise no regime de Maduro.

“O resto do mundo hoje olha para a América do Sul com uma enorme expectativa. Mas, nesse momento, a primeira pergunta é: e a Venezuela? Como é que esse enorme país vai se recolocar numa comunidade democrática? Esse é o nosso grande desafio que muitos, talvez a maioria de nossos países aqui, têm procurado enfrentar em diferentes instâncias”,   disse.

O ministro reforçou o entendimento do governo brasileiro que Venezuela está sob um "regime ditatorial." 

“O que mais desafia a todos  é a deterioração da situação política, econômica e social da Venezuela , no nosso entendimento, em função de um regime ditatorial que já não se preocupa em proporcionar nada para o seu próprio povo, mas apenas  em se manter no poder a qualquer custo”, disse.