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Apesar da surpresa, diplomatas experientes avaliam que amizade de deputado com Ivanka Trump e outros líderes atuais pode ser vantagem

A notícia de que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) poderá ser o novo embaixador brasileiro em Washington causou perplexidade no Itamaraty.

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Wilson Dias/ Agência Brasil
Eduardo Bolsonaro

Segundo diplomatas ouvidos pela reportagem, até esta quinta-feira (11) havia a expectativa que o escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro fosse um funcionário da carreira, como Nestor Foster, encarregado de negócios da embaixada nos Estados Unidos e com cerca de 30 anos de experiência na área, não Eduardo Bolsonaro .

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Apesar da surpresa, diplomatas experientes avaliam que Eduardo pode ter vantagens que poderão ser aproveitadas diplomaticamente nas relações entre Brasil e EUA. A principal delas consiste no fato de o presidente Donald Trump conhecê-lo. O parlamentar é, inclusive, amigo pessoal de uma das filhas de Trump, Ivanka Trump, bastante influente no governo americano.

"Eduardo já tem todas as portas abertas para ele nos Estados Unidos. Ele conhece todo mundo", disse uma graduada fonte do governo brasileiro, referindo-se aos contatos que o deputado mantém com políticos americanos conservadores e formadores de opinião.

Uma outra fonte ligada ao Palácio do Planalto revelou que a ideia de colocar Eduardo como embaixador foi sugerida recentemente a Jair Bolsonaro . A sugestão foi levada ao presidente por conselheiros "próximos e muito familiarizados" com a política americana.

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Em Brasília, comenta-se no Itamaraty que, salvo se a Casa Branca já soubesse informalmente a respeito da possível ida do filho de Eduardo Bolsonaro para Washington, o governo brasileiro cometeu uma gafe diplomática. Isto porque ajudou a tornar pública a informação antes mesmo de Washington conceder a autorização ao nome do deputado.