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Uruguai deixou a 49a Assembleia Geral da OEA porque o país não reconhece o líder opositor venezuelano como presidente, e sim Maduro

Abertura da 49ª Assembleia Geral da OEA
Divulgação/OEA
A 49ª Assembleia Geral da OEA acontece em Medelín, na Colômbia

O subsecretário de Relações Exteriores do Uruguai, Ariel Bergamino, anunciou nesta quinta-feira a retirada de seu país da 49ª Assemblea Geral da OEA , por rejeitar a discussão sobre o nível de participação do representante de Juan Guaidó . Guiadó se autoproclamou presidente interino da Venezuela em janeiro, e foi reconhecido por mais de 50 países, incluindo o Brasil. O Uruguai, no entanto, reconhece o presidente Nicolás Maduro .

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"A partir dessa situação que revela um progressivo e sistemático esvaziamento sistemático da instituicionalidade e dos regulamentos desta organização, o Uruguai se retirará desta Assembleia", disse Bergamino durante a primeira sessão plenária do encontro, que acontece na cidade colombiana de Medelín. "Se esta assembleia valida essas credenciais, está, por meio de ações, reconhecendo um novo governo da Venezuela".

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Ao deixar a plenária, no entanto, o uruguaio ressaltou que se retirava da reunião, mas não da OEA ."É uma decisão que adotamos com pesar, mas com serena convicção, sem confusão, sem tentar perturbar ou condicionar ninguém. Sem pretender ser um modelo de nada (...) mas sendo leal a algo que consideramos fundamental".