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Alta comissária da ONU para Direitos Humanos afirma que políticas do país deveriam ser replicadas por outras nações europeias. Ela ainda defendeu a repatriação de familiares de ex-combatentes do Estado Islâmico

Bachelet
ONU
Bachelet no início da 41ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra


A alta comissária da ONU para Direitos Humanos , Michelle Bachelet , afirmou hoje que Portugal é um modelo a ser seguido no tratamento dado aos imigrantes.

Falando na abertura da 41ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Bachelet fez elogios à política portuguesa para o acolhimento de imigrantes , dando a eles a oportunidade de acesso aos mecanismos de assistência legal, à educação e ao mercado de trabalho. Ela também citou programas que permitem às mulheres estrangeiras criarem seus próprios negócios. 

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Para ela, ações de integração são benéficas para toda a sociedade - ela cita que, apenas em 2017, as contribuições feitas pelos estrangeiros aosistemas de assistência social somaram € 510 milhões .

A alta comissária da ONU lamentou que experiências como a de Portugal sejam deixadas de lado. "Estamos observando uma tendência profundamente infeliz para a criminalização da compaixão humana básica aos migrantes , incluindo aqueles que estejam em situações de grande vulnerabilidade", afirmou.

Vítimas do Estado Islâmico

No discurso, Bachelet também defendeu que milhares de parentes de ex-combatentes do grupo terrorista autointitulado Estado Islâmico  sejam repatriados por seus países de origem. Estima-se que mais de 55 mil pessoas, entre combatentes e familiares, estejam detidos no Iraque e na Síria. Bachelet pediu atenção especial às crianças, muitas vezes usadas pelos terroristas para realizar ataques.

Ela ainda defendeu que os acusados de terem cometidos crimes sejam julgados, mas que os países ajam de acordo com as normas do direito internacional.

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