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Negociações devem acontecer em Oslo, na semana que vem; apesar disso, Guaidó afirmou que negociação mantida entre o governo de Maduro e a oposição com a mediação da Noruega não pode ser considerada um diálogo

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Reprodução/Twitter Juan Guaidó
Autoridades norueguesas convidaram representantes de Guaidó e Maduro para uma segunda rodada de negociações

Apesar dos pouco progresso nas reuniões iniciais, a utoridades norueguesas convidaram representantes do presidente Nicolás Maduro e do líder opositor Juan Guaidó  para uma segunda rodada de negociações, que deve acontecer, de acordo com fontes, na semana que vem, em Oslo. 

O esforço diplomático para romper o impasse político na Venezuela começou na semana passada, com conversas iniciais na capital norueguesa, além da visita de uma missão do Grupo de Contato Internacional, formado por países da União Europeia, a Caracas.

Mas, em ambas as frentes, o governo teria rejeitado os pedidos para convocar eleições gerais, segundo diplomatas e legisladores próximos às negociações. Aliados de  Guaidó , por sua vez, insistem que qualquer diálogo precisa passar pela saída do presidente. 

Nenhum lado até agora confirmou a segunda rodada de conversas, de acordo com as fontes. Mas, em entrevista ao jornalista Román Lozinski, o ex-diretor do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Andrés Caleca, confirmou que há um avanço. 

"As negociações começaram em Oslo há uma semana e continuarão na próxima semana, isso está caminhando", disse. "Há grupos do governo e da oposição que se reúnem de maneira sistemática, e faço parte desses grupos. Um acordo está sendo feito."

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Caleca destacou que um acordo político poderia contemplar a convocação de eleições presidenciais e parlamentares ao mesmo tempo, para relegitimar ambos os poderes públicos.

Na quinta-feira, no entanto, Guaidó voltou a dizer que os encontros mantidos entre a oposição e governo de Maduro com a mediação da Noruega não são um diálogo.

"O Grupo de Contato diz que quer facilitar eleições e a Noruega quer mediar para conseguir uma solução política. Nós fomos (à Noruega) com uma exigência muito clara: que cesse a usurpação, por um um governo de transição e eleições livres", declarou.

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Guaidó adiantou que também houve contatos com a China, mas que "o diálogo verdadeiro" será o que levar a eleições livres, enquanto se garante ajuda humanitária na Venezuela .