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Governo Trump vê indícios de que o regime de Bashar al-Assad fez ataque com cloro no noroeste do país; americanos ameaçam dar “resposta rápida”

Escombros de prédios na Síria
Observatório Sírio dos Direitos Humanos
Síria está em guerra desde 2011, quando manifestantes tentaram derrubar Bashar al-Assad

O governo dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira (21) que há indícios de que o regime do ditador Bashar al-Assad tenha usado armas químicas na região de Idlib, noroeste da Síria. Em comunicado, o Departamento de Estado americano afirmou que se o uso de armas químicas for confirmado os Estados Unidos podem dar “resposta rápida”.

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Segundo a informação divulgada pelo governo Trump, Bashar al-Assad teria realizado um ataque com cloro para reconquistar a última área dominada por rebeldes no país. O suposto ataque aconteceu no último domingo (19)

"Infelizmente, continuamos a ver sinais que o regime de Assad pode estar usando armas químicas mais uma vez”, informou a porta-voz da diplomacia americana Morgan Ortagus. “Ainda estamos reunindo informações sobre o incidente, mas reafirmamos nossa advertência: se o regime de Assad utilizar armas químicas, os Estados Unidos e seus aliados responderão rapidamente e de maneira apropriada", declarou.

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Ainda de acordo com a porta-voz, o ataque teria sido parte de uma campanha das forças do presidente sírio, que violou um cessar-fogo na região. Nas últimas semanas, Assad já promoveu uma campanha militar em Idlib que resultou em 150 mortes e 200 mil desabrigados.

"Os ataques do regime contra as comunidades do noroeste da Síria devem acabar", disse o comunicado. "Os Estados Unidos reiteram sua advertência, de setembro de 2018, de que um ataque contra Idlib seria uma escalada imprudente que ameaça desestabilizar a região".

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A Síria vive uma rotina de guerra e ataques desde 2011, quando uma onda de protestos populares que pedia a saída do presidente Bashar al-Assad foi violentamente reprimida pelo ditador. O país também já teve áreas sob o domínio do Estado Islâmico e atualmente sofre influência dos Estados Unidos e da Rússia.