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Jair Bolsonaro visitou o ex-presidente dos Estados Unidos nesta quarta-feira durante passagem pelo Texas e falou sobre a política na América do Sul

Bolsonaro com Bush
Reprodução/Twitter
Bolsonaro se reuniu com Goerge W. Bush nesta quarta-feira (15)


O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (15) que a Argentina , e não a Venezuela , foi um dos principais assuntos discutidos com o ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush , durante um encontro de cerca de uma hora em Dallas, no Texas. Nesta quarta, a Corte Suprema de Justiça decidiu acolher recursos apresentados pela ex-presidente e provável candidata Cristina Kirchner, provocando  a suspensão de seu primeiro julgamento por corrupção, que deveria começar na próxima terça-feira. 

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"Na Argentina há a possibilidade de voltar a senhora ex-presidente e, em voltando, nós podemos correr o risco de, apesar de a economia deles não estar indo bem e o populismo voltar àquele local, nós termos uma nova Venezuela no sul da América do Sul. Sabemos da dificuldade da Venezuela voltar à normalidade. Mas, mais importante do que fazer um gol é evitar outro, e esse gol contra seria a Argentina voltando para as mãos da Kirchner", defendeu Bolsonaro .

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No encontro com o Bush   — o primeiro compromisso oficial em sua atual visita aos Estados Unidos — o presidente também afirmou que “pelo semblante” do ex-presidente americano, acredita que ele compartilha de suas preocupações.

"Eu não sou vidente, mas, pelo semblante, eu entendi que ele tem preocupação não só com a Venezuela, mas com a questão da Argentina".

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O presidente fez a ressalva de que sua preocupação é “como cidadão, como patriota, como democrata e amante da liberdade” e que “nós gostaríamos que a Argentina não retrocedesse nessa questão ideológica”. O primeiro turno das eleições no país acontece em outubro.

Segundo Bolsonaro, os dois também falaram sobre a “tradição dos ex-presidentes de não se envolverem na politica atual, nem criticar ou elogiar o presidente de momento”. Bush  é uma das mais potentes vozes opositoras a Donald Trump. O presidente classificou o encontro como “bastante cordial”.

"Ele é uma pessoa bastante alegre, muito simpática, muito receptiva à nossa visita e deu grandes sinalizações de que tem uma grande simpatia e respeito pelo Brasil".

Bolsonaro chegou pela manhã ao Texas, onde receberá um prêmio da “Personalidade do Ano” da Câmara de Comércio Brasil- Estados Unidos . A solenidade de entrega aconteceria em Nova York, mas após protestos na cidade, declarações contrárias a sua visita pelo prefeito e a recusa do Museu de História Natural de sediar o evento, Bolsonaro cancelou sua participação e a agenda foi mudada para Dallas.

Questionado sobre a mudança de destino, o presidente Jair Bolsonaro disse que ainda pretende ir a Nova York, "se o prefeito (Bill de Blasio) deixar o poder" .