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Agora, o italiano quer que acordo com o Brasil seja cumprido; ele cumpre pena na Itália desde janeiro de 2019, quando foi extraditado do País

Cesare Battisti
Reprodução/The Huffington Post
Defesa de Cesare Battisti quer que seja descontado o período que o italiano já ficou preso

Após ter admitido seu envolvimento em quatro assassinatos ocorridos no fim da década de 1970,  Cesare Battisti tenta reduzir sua pena de prisão perpétua para 20 anos de cadeia.

Em um memorando enviado à Corte de Apelação de Milão, que deve discutir o caso em 17 de maio, o advogado de Cesare Battisti , Davide Steccanella, reforça o pedido para fazer valer o acordo de extradição assinado com o Brasil, que prevê uma pena máxima de 30 anos de reclusão.

Além disso, segundo o jornal Corriere della Sera, a defesa quer que seja descontado o período que Battisti já ficou preso: um ano, 9 meses e 15 dias na Itália , ainda antes de sua fuga; três meses e 28 dias na França; e quatro anos, dois meses e 23 dias no Brasil .

O advogado ainda cita um indulto de três anos que teria sido concordado pela Itália em 2006, o que elevaria o total de descontos para nove anos, quatro meses e seis dias. Com isso, Battisti teria de cumprir mais 20 anos, sete meses e 24 dias de prisão .

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A tese da defesa se baseia no argumento de que Itália e Brasil tinham um  acordo para extraditar o ex-membro do grupo terrorista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), embora ele tenha sido capturado e entregue pela Bolívia. Steccanella diz que a expulsão de Battisti não respeitou regras previstas pela legislação boliviana, como as que preveem a presença de um intérprete e um prazo de três dias para recurso.

Em março passado, Cesare Battisti admitiu participação nos quatro homicídios pelos quais foi condenado, mas disse que não esperava obter "benefícios" da Justiça. "Nenhum desconto de pena para quem comete tais crimes", diz uma nota divulgada pela associação de familiares das vítimas de Battisti.