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Governo da Coreia do Sul, comandado por Moon Jae-in, pretende mandar alimentos para país vizinho, que teve sua pior colheita nas últimas décadas

Donald Trump
Divulgação/White House
Após conversa com presidente sul-coreano, Trump disse que EUA vai ajudar no plano de ajuda humanitária

A Coreia do Sul informou nesta terça-feira que o presidente dos EUA, Donald Trump , apoia seu plano de enviar ajuda humanitária na forma de alimentos para a Coreia do Norte após a Organização das Nações Unidas (ONU) relatar que o país teve a menor colheita em décadas, ameaçando com a fome milhões de pessoas já cronicamente sem acesso a comida suficiente.

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Trump e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, falaram por telefone durante 35 minutos nesta terça, discutindo maneiras de continuar o diálogo com a Coreia do Norte após o país ter feito novos testes de armas na semana passada. Segundo a ONU, a Coreia do Norte reduziu as porções alimentares a 300 gramas por dia, a menor quantidade para esta época do ano, e novos cortes são prováveis.

“Os dois líderes trocaram suas visões sobre o recente relatório da situação alimentar na Coreia do Norte”, diz comunicado divulgado pela Presidência sul-coreana. “O presidente Trump avaliou o fornecimento de alimentos pela Coreia do Sul à Coreia do Norte como parte de um esforço humanitário como muito oportuno e uma medida positiva, apoiando isso”.

Trump negocia diretamente com o líder norte-coreano Kim Jong-un um acordo para que o país desista de seu programa de desenvolvimento e produção de armas nucleares em troca do fim das sanções econômicas contra ele. As conversações para a chamada desnuclearização da Península Coreana, no entanto, estão paralisadas desde o fracasso da segunda reunião de cúpula entre os dois, em Hanói, capital do Vietnã, em fevereiro deste ano.

Além do programa de armas nucleares, a Coreia do Norte mantém um ambicioso projeto de desenvolvimento de armas convencionais, no âmbito do qual Kim supervisionou o teste de um novo tipo de arma tática guiada na semana passada, descrita como um míssil com um “modo peculiar de voo guiado” e capaz de carregar uma “ogiva poderosa”. Este programa tem como objetivo dar aos 1,3 milhão de integrantes das Forças Armadas norte-coreanas armamentos de alta tecnologia ao mesmo tempo que o país oferece ao Ocidente a possibilidade de abrir mão de suas capacidades nucleares.

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Também em comunicado sobre a conversa de Trump e Moon, a Casa Branca informou que os dois “discutiram dos recentes desenvolvimentos” da situação na Coreia do Norte, e como eles podem ajudar a levar à “final e totalmente verificada desnuclearização” do país. Trump, no entanto, já havia expressado no mês passado estar preparado para afrouxar algumas das sanções contra a Coreia do Norte em “certas coisas humanitárias”, inclusive na possibilidade de fornecimento de alimentos para o país pela Coreia do Sul.

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