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Os brasileiros foram para o país africano auxiliar o resgate de vítimas do ciclone Idai; presença dos militares em Moçambique foi estendida

Dois bombeiros brasileiros carregam no colo crianças moçambicanas
Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais
Bombeiros mineiros foram para Moçambique após a passagem do ciclone Idai

Depois de ajudar vítimas do ciclone Idai, a  missão de militares brasileiros que está em Moçambique  voltou a atuar no auxílio a vítimas de tempestade. O ciclone Kenneth, que atingiu o país na última quinta-feira (25), já causou mais de 40 mortes e deixou milhares de desabrigados.

Em ação coordenada com agências das Nações Unidas e o governo moçambicano,  bombeiros militares do estado de Minas Gerais e integrantes da Força Nacional do Brasil salvaram a vida de centenas de pessoas em Pemba, no norte de Moçambique , depois da passagem do Kenneth, que atingiu o país apenas seis semanas depois do ciclone Idai, que causou mais de 650 mortes em março e deixou um enorme rastro de destruição.  

Dezenas de bombeiros militares de Brumadinho, em Minas Gerais, estão no país há mais de um mês. Eles chegaram para ajudar nas operações de socorro depois do ciclone Idai e têm auxiliado agências da ONU e o governo do país no salvamento, buscas e processo de reconstrução. 

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De costas em primeiro plano, bombeiro mineiro acena para cidadão moçambicano que está ao lado de uma casa de pau a pique
Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais
Bombeiros de Minas Gerais contam que conseguiram ajudar a evitar maiores tragédias em Moçambique

“Estamos em Macomia, onde rompeu uma ponte sobre o rio Muangamula devido ao ciclone Kenneth . Estamos fazendo o resgate de várias famílias, tanto de um lado como do outro,”  explicou o coronel Vandernilson Peres, da Força Nacional.

O capitão Kleber Castro, que comandou a operação de busca e salvamento, disse que foram retiradas “muitas pessoas de áreas vulneráveis que estavam completamente alagadas”. Ele explicou que “a água foi subindo e destruiu muitas áreas residenciais. Se as pessoas estivessem lá provavelmente não teriam resistido.” 

Ele acredita que “mais de 100 pessoas poderiam ter sido vítimas fatais, mas foram só vítimas de um alagamento." 

Segundo os últimos dados das autoridades moçambicanas, mais de 168 mil pessoas foram afetadas pelo ciclone Kenneth . Pelo menos 37 mil desabrigados estão vivendo em centros de acomodação após a destruição de suas residências. Cerca de 35 mil casas e 200 salas de aula sofreram danos. 

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Cerca de 14 unidades de saúde também foram afetadas. Estima-se também que mais de 7 mil mulheres grávidas estejam em risco de parto inseguro nas áreas atingidas pelo fenômeno em Moçambique .