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Riley Howell, de 21 anos, jogou o corpo contra o assassino, que acabou sendo desarmado pela polícia; herói e uma outra pessoas acabaram morrendo

Riley Howell
Reprodução
Riley Howell, de 21 anos, jogou o corpo contra o atirador e impediu que a tragédia na Universidade da Carolina do Norte fosse maior

A polícia do condado de Mecklenburg ainda tenta esclarecer o tiroteio que deixou duas pessoas mortas e quatro feridas na Universidade da Carolina do Norte na última terça-feira (30). Diferente da maioria dos casos, o atirador não se matou, mas acabou detido. Os agentes também ainda não encontraram motivos para o crime. No entanto, as autoridades apontaram que um dos estudantes mortos no tiroteio foi fundamental para que a tragédia não tenha sido maior.

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Riley Howell, de apenas 21 anos, estava na sala de aula em que o atirador abriu fogo. Ao invés de tentar fugir ou se esconder, o jovem atacou o assassino e jogou o corpo contra ele. Por conta disso, policiais que já estavam dentro da escola conseguiram deter o massacre. Por conta de sua atitude corajosa, o estudante acabou levando vários tiros e não resistiu aos ferimentos. O estudante Ellis Parlier, de 19 anos, também perdeu a vida. Outros quatro alunos ficaram feridos.

"Se não fosse a atitude de Howell, nós provavelmente não conseguiriamos desarmar o atirador naquele momento", explica Kerr Putney, chefe de polícia na delegacia de Charlotte. "Infelizmente, ele teve que dar a própria vida no processo, mas o sacrifício dele salvou vidas", diz o policial.

Riley Howell era graduando em estudos ambientais. No ensino médio, ele participava de competições de futebol e jogava como goleiro. "Quando ele se comprometia com alguma coisa, ele nunca desistia e sempre dava tudo o que tinha", disseram os pais de Riley em um comunicado oficial. Lauren Westmoreland, que namorava o jovem a seis anos, disse que o estudante é "um herói".

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O atirador, que está preso, foi identificado como Trystan Andrew Terrell. Ele estudou na Universidade da Carolina de Norte mas, de acordo com os colegas, parou de ir as aulas há alguns meses. Ele foi indiciado por homicídio, duas vezes, e por quatro tentativas de homicídio.