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Relatório enviado ao Congresso concluiu que os russos interferiram no pleito de 2016, mas o presidente norte-americano não participou desse movimento

Donald Trump
Divulgação/White House
Donald Trump não conspirou com russos durante a eleição, conclui investigação

A versão na íntegra do chamado "Relatório Mueller", feito pelo procurador especial Robert Mueller, inocentou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, da acusação de conluio com a Rússia para vencer as eleições de 2016.

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Apesar de o relatório não isentar  Trump  da possibilidade de ter cometido outro crime, o de obstrução de justiça, ele deixou a cargo de Barr e de outro procurador, Rod Rosenstein, a decisão de culpá-lo por isso. Ambos, porém, decidiram que essas acusações contra o presidente norte-americano também não procedem.

Na primeira versão, divulgada no dia 24 de março, o " Mueller Report " chegou a mesma conclusão. "Ainda que seja possível afirmar que agentes russos e membros da campanha de Donald Trump se encontraram, não existem evidências para um processo criminal", diz o relatório.

"Ademais, a investigação não encontrou evidências para acusar nenhum membro da campanha de Trump criminalmente", concluiu Mueller, em um relatório de quase 500 páginas. Essa nova versão foi divulgada após pressão da oposição, que queria uma versão mais completa do documento. Desta vez, apenas algumas partes do documento não puderam ser vistas pelo público.

Agora, o Partido Democrata quer que Robert Mueller preste depoimento sob juízo. O Secretário de Justiça William Barr foi quem fez um pronunciamento antes da divulgação do relatório. Barr também inocentou o presidente.

"Não foram encontradas evidências de que Trump ou qualquer pessoa de sua campanha tenham participado ou cooperado com essas ações", disse o secretário.

Nas redes sociais, Trump , que sempre negou ter conspirado com os russos para vencer a eleição, comemorou o resultado da investigação e pediu para que "o outro lado" também fosse investigado.