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Autoridades investigam chantagem contra Lenin Moreno, presidente do país; identificado como Ola Bini, homem foi detido antes de viajar para o Japão

Ativista Ola Bini
Reprodução
Ativista Ola Bini foi preso no Equador suspeito de ajudar fundador do Wikileaks

O ativista e programador sueco, Ola Bini, foi preso em Quito sob suspeita de planejar uma chantagem contra o presidente do Equador, Lenin Moreno . As autoridades equatorianas temem que o homem seja um colaborador do fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

O homem foi detido no aeroporto da capital antes de embarcar para o Japão. Em suas redes sociais, Bini tinha criticado nesta quinta-feira (11) o fato da ministra do Interior do Equador, María Paula Romo, ter dito em um coletiva de imprensa que havia hackers russos operando no país, "assim como uma pessoa que seria membro do WikiLeaks ".

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"Notícias muito preocupantes - isso parece uma caça às bruxas para mim", postou o sueco no Twitter, antes de ser detido. Em declaração a uma rádio local, María Paula Romo confirmou que a detenção ocorrera e que servira para investigar se Assange teria intenção de chantagear o presidente do Equador por meio de um colaborador.

Assange foi preso nesta quinta  pelas autoridades do Reino Unido, depois que o Equador retirou seu asilo e cidadania. O fundador do Wikileaks vivia há sete anos na embaixada equatoriana em Londres, evitando uma extradição à Suécia, onde foi investigado por estupro, e aos Estados Unidos , onde pode responder por vazamento de documentos sigilosos do governo.