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Vice-presidente dos Estados Unidos reiterou a posição oficial de Trump de que todas as opções para acabar com a crise humanitária "estão na mesa”

Mike Pence, vice-presidente dos Estados Unidos
Twitter/Reprodução/VP
Mike Pence pediu que a ONU reconheça Guaidó como presidente da Venezuela

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, pediu nesta quarta-feira (10) às Nações Unidas que reconheçam o líder opositor Juan Guaidó “como o legítimo presidente da Venezuela”. Guaidó, líder do parlamento venezuelano, se autoproclamou presidente interino da Venezuela em janeiro e foi reconhecido pelos Estados Unidos e por mais de 50 países.

"Chegou a hora de a ONU reconhecer Juan Guaidó como presidente legítimo de Venezuela e aceite seu representante nesta organização sem demora", disse Pence em uma reunião do Conselho de Segurança sobre a crise humanitária. "A Venezuela é um Estado falido e Nicolás Maduro é um ditador que deve partir".

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Pence disse que os Estados Unidos continuarão a pressionar por uma transição pacífica no país, mas como o presidente Donald Trump tem reforçado, insistiu que “todas as opções estão na mesa”. Olhando diretamente para o embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, disse:

"Com o devido respeito, senhor Embaixador, você não deveria estar aqui. Deveria voltar a Venezuela e dizer a Maduro que chegou a hora de ir."

A reunião do Conselho foi solicitada por Washington para discutir o agravamento da crise humanitária na Venezuela, num momento em que a ONU estima que sete milhões de venezuelanos — um quarto da população — precisa de alimentos básicos e medicamentos.

"O problema humanitário na Venezuela é muito real", disse Mark Lowcock, diretor de ajuda humanitária da ONU, pedindo aos membros do Conselho que aumentem a assistência internacional ao país.

"A escala de necessidade é significativa e crescente. As Nações Unidas estão trabalhando na Venezuela para expandir o fornecimento de assistência humanitária. Podemos fazer mais para aliviar o sofrimento do povo da Venezuela, se conseguirmos mais ajuda e apoio de todas as partes interessadas."

Em nota, a Human Rights Watch também pediu que a ONU que declare a situação no país como “emergência humanitária” e organize uma resposta internacional em grande escala. “Embora a situação humanitária na Venezuela seja muito séria, pode ficar muito pior”, disse em comunicado o diretor da HRW para a ONU, Louis Charbonneau.

Mais cedo, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse em em uma audiência no Congresso dos EUA que o governo Maduro representa uma ameaça aos Estados Unidos , referindo-se ao crescente envolvimento da Rússia, do Irã e de Cuba no país.

"Eu não acho que haja qualquer dúvida de que o regime de Maduro representa uma ameaça para os Estados Unidos", afirmou Pompeo.

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A capital da Venezuela, Caracas, e várias outras regiões do país ficaram novamente sem luz na noite de terça-feira, na véspera de uma nova jornada de protestos convocada por Guaidó contra o colapso dos serviços básicos. O apagão ocorre três dias depois do início do plano de racionamento de energia.

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