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Elliot Abrams, representante de Trump, diz que decisão seria ‘prematura’, atraindo críticas de opositores do governo Maduro que defendem ação

Nicolás Maduro e Donald Trump
iG Arte
Contra Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, Donald Trump tem repetido que 'todas as opções estão na mesa'

Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repetir que “todas as opções estão na mesa” para lidar com a Venezuela, seu enviado especial para o país, Elliot Abrams, afirmou nesta quinta-feira (4), em entrevista a uma rádio colombiana, que ainda não é hora para uma intervenção militar que retire o presidente venezuelano Nicolás Maduro do poder. 

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"A situação está piorando na Venezuela a cada dia, mas não creio que na Europa, América Latina, Canadá ou Estados Unidos estamos pensando neste momento em uma ação militar", disse à Caracol Radio , de acordo com o site da própria emissora, sobre possível invocação do artigo 187 da Constituição venezuelana pelo líder opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino venezuelano por EUA, Brasil e cerca de 50 outros países.

"Seria prematuro fazê-lo", acrescentou, em uma declaração que atraiu críticas de opositores do governo Maduro que veem na ação a saída da crise no país.

Ainda assim, Abrams reiterou a posição de seu chefe Trump de que “todas as opções estão na mesa”, inclusive “medidas bastante duras” caso Guaidó seja preso após ter sua imunidade parlamentar revogada esta semana pela Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela (ANC), parlamento controlado pelos apoiadores de Maduro.

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"Temos um menu de opções e coisas que podemos fazer contra o regime que o vão afetar muitíssimo", contou. "Temos medidas muito fortes preparadas".

O descarte, ainda que temporário, de uma intervenção militar internacional liderada pelos EUA na Venezuela, porém, não caiu bem em alguns setores da oposição venezuelana reunidos na chamada Fração 16 de Julho da Assembleia Nacional (AN), o outro parlamento venezuelano de maioria contrária a Maduro presidido por Guaidó, e na qual se agrupam deputados da Vente Venezuela, da Aliança Bravo Povo e da Convergência.

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“As declarações de Elliot Abrams deixam duas coisas claras: 1. Estamos de acordo com o objetivo e os métodos 2. Temos diferenças nos tempos Nós venezuelanos temos a obrigação de fazer com que nosso tempo se imponha”, escreveu em sua conta no Twitter a deputada da AN María Corina Machado, coordenadora da Vente Venezuela .

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