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Para o grupo, visita não apenas contradiz a histórica atitude do povo brasileiro de apoio à causa palestina, mas também viola leis internacionais

Bolsonaro e Benjamin Netanyahu em Israel
Alan Santos/PR
Presidente Jair Bolsonaro visitou o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu

O grupo Hamas, movimento palestino que controla a Faixa de Gaza, criticou nesta segunda-feira (1º) a visita do presidente Jair Bolsonaro a Israel. Em nota, o grupo pede que o Brasil reverta sua política para a região e pede que a Liga árabe pressione o governo brasileiro para por fim ao apoio à ocupação israelense dos territórios palestinos.

Na nota, o grupo apontado como uma entidade terrorista por Estados Unidos e Israel , afirmou que a visita não apenas contradiz a histórica atitude do povo brasileiro de apoio à causa palestina, mas também viola leis internacionais.

“O Hamas também condena os planos de abertura de um escritório de negócios do Brasil em Jerusalém. Exigimos que o Brasil recue de imediato desta política que viola a legitimidade internacional e vai contra a posição histórica. Essa política não ajuda a estabilidade e a segurança da região e ameaça os laços do Brasil com países árabes e muçulmanos”,

O grupo "também condena os planos de abertura de um escritório de negócios do Brasil em Jerusalém ”.

Nesta segunda-feira, Bolsonaro visitou o Muro das Lamentações , em Jerusalém. Ele estava acompanhado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em uma demonstração pouco comum.

O Muro das Lamentações é um local sagrado para os judeus . Quem visita a parte que restou do que era chamado de Segundo Templo de Jerusalém faz orações e deposita pequenos papéis com desejos nas pedras calcárias que formam a estrutura.

A visita ao Muro costuma fazer parte da agenda de todos os chefes de Estado. Netanyahu, no entanto, raramente acompanha os líderes estrangeiros para que o ato não simbolize um compromisso de Estado.

Bolsonaro tem se aproximado primeiro-ministro israelense desde sua eleição no fim de 2018. O presidente já até disse que faria a transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. Ele voltou atrás após ser alertado que o ato poderia atrapalhar o comércio de carne com os países árabes, mas  anunciou a abertura de um escritório comercial do Brasil em Jerusalém.

A visita ao Muro das Lamentações faz parte dos compromissos oficiais de Bolsonaro em sua viagem a Israel . O presidente também deve visitar a basílica do Santo Sepulcro ainda hoje. O local é um dos mais importantes para o cristianismo, uma vez que é reconhecido como lugar onde ocorreu a crucificação de Jesus Cristo. Bolsonaro não vai a lugares considerados sagrados pelos muçulmanos.

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