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Rafael Carvalho/Governo de Transição - 10.12.18
Jornal britânico destacou as possíveis ligações da família Bolsonaro com milícias do Rio

O presidente Jair Bolsonaro já elegeu alguns veículos da imprensa nacional como "inimigos". Em apenas três meses de governo, o capitão da reserva já bateu de frente com jornais, canais de televisão e portais por considerar a cobertura pouco elogiosa. Agora, foi a vez de um jornal internacional divulgar uma matéria que deve irritar a base do governo brasileiro.

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O britânico Financial Times publicou um texto destacando as possíveis ligações de Bolsonaro com as milícias do Rio Janeiro. Na publicação, o autor chega a chamar as organizações criminosas de um "poder paralelo dentro do Brasil de Bolsonaro".

O autor Jonathan Wheatley fala sobre a história das milicias no Rio de Janeiro e relembra a assassinato da vereadores Marielle Franco , do qual os principais suspeitos são milicianos.

O texto ainda lembra que os membros da família Bolsonaro já fizeram homenagens para policiais membros de milícias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e na Câmara dos Deputados.

Por fim, o Financial Times lembra que as supostas ligações com milícias por parte da família de Bolsonaro batem de frente com uma das maiores promessas da campanha do agora presidente, que é a de combater a violência urbana.

Flávio Bolsonaro já homenageou miliciano foragido

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Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro já fez homenagens para policial membro de milícia

Durante sua passagem pela Alerj, Flávio Bolsonaro fez duas homenagens para Adriano Magalhães da Nóbrega. Em 2003, ele apresentou uma moção de louvor ao PM, que na época era 1º tenente e comandante da guarnição de Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do 16º BPM (Olaria).

Já em 2005, ele concedeu a Adriano a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria do parlamento fluminense, destacando o currículo do agente. Flávio também apresentou uma moção de louvor ao major Ronald Paulo Alves Pereira, que também foi alvo de mandado de prisão nesta terça-feira. Ronald já foi detido.

Adriano Magalhães da Nóbrega é alvo da Operações Os Intocáveis, realizada pelo  Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que visa coibir a grilagem de terras na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com a investigação, suspeita-se que Adriano faça parte do chamado Escritório do Crime, braço armado da milícia , especializado em assassinatos por encomenda. A polícia trabalha com a linha de investigação de que o grupo é responsável pela execução da morte da vereadora.

O hoje senador também empregou, em seu gabinete na Alerj, até novembro de 2018, a mãe e a esposa de Adriano.  A mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, e a mulher, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, trabalharam no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro  na Alerj até novembro de 2018, quando foram exoneradas. Ambas ocupavam o cargo CCDAL-5, com salários de R$ 6.490,35. Raimunda trabalhou no gabinete do senador eleito desde 2016, enquanto Danielle foi funcionária Alerj desde 2010. 

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