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Marcos Corrêa/Presidência da República
Em viagem ao Chile, Bolsonaro garantiu: "O Brasil não tem qualquer pretensão de ingressar militarmente na Venezuela"

Em viagem a Santiago, no Chile, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que o Brasil não tem intenção de intervir militarmente na Venezuela, que vive intensa crise política, econômica e social. A declaração foi feita nessa sexta-feira (22), em entrevista exclusiva à TVN/24 horas, emissora pública de televisão chilena.

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Durante a transmissão, Bolsonaro relembrou a conversa sobre a crise na Venezuela que teve no início da semana com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que o norte-americano disse que “todas as possibilidades estavam sobre a mesa”. O presidente brasileiro, porém, afirmou que o Brasil não trabalha com a hipótese de intervenção militar na Venezuela.

“Não se mencionou [durante a conversa com Trump] a palavra ‘militar’”, afirmou Bolsonaro. "O Brasil não tem qualquer pretensão de ingressar militarmente na Venezuela", reiterou, destacando que parte do diálogo com o presidente norte-americano não será revelada porque se trata de "questões estratégicas".

Questionado sobre a atuação da ex-presidente chilena Michelle Bachelet como alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Bolsonaro fez elogios, mas sugeriu que adote uma posição mais forte sobre a crise venezuelana. “[Michelle Bachelet] tem uma política muito parecida com a nossa, que é a defesa dos direitos humanos. Acredito que ela precisa ter uma posição mais contumaz. Precisa de um pouco mais de força”, avaliou.

Críticas da oposição

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Bolsonaro desmentiu críticas feitas por adversários políticos quanto às suas posições discriminatórias sobre minorias

Quanto às críticas de adversários sobre posições discriminatórias contra homossexuais, mulheres e imigrantes, Bolsonaro afirmou que, se tais opiniões fossem verdadeiras, não poderia ter sido eleito no ano passado. "Isso não é verdade. Eles [oposição] me acusam de muitas coisas, que eu não gosto de mulheres, negros ou gays . Se alguém age assim, como poderiam votar em mim?", reagiu.

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Em relação às informações sobre diferenças de salário entre homens e mulheres, Bolsonaro afirmou que não são procedentes. "Nossas leis trabalhistas garante igual realidade para homens e mulheres”, disse. “Eu acho que isso não é verdade, as pessoas recebem seu salário pelo seu nível profissional e temos uma grande expressão de mulheres trabalhadoras.”

Questionado sobre o movimento feminista , o presidente disse que não aceita a imposição de ideias de grupos em escolas e na formação dos estudantes. “O que não posso permitir é que certos ativistas busquem impor esses comportamentos nas escolas, às crianças de cinco anos", ressaltou. “Esse tipo de comportamento não será mais admitido no Brasil.”

Elogios a Piñera e Prosul

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Bolsonaro ainda reiterou o interesse do Brasil em estreitar relações com Chile e elogiou o presidente Sebastián Piñera

Durante a entrevista, Bolsonaro ainda reiterou o interesse do Brasil em estreitar relações com Chile e elogiou o presidente Sebastián Piñera por sua liderança. "Eu conheci Piñera no episódio dos mineiros [quando os 33 trabalhadores ficaram presos em uma caverna e foram resgatados com vida, na gestão anterior de Piñera, em 2010]”, disse. “O Chile é muito importante porque é o nosso segundo aliado comercial, atrás da Argentina."

O presidente foi ao Chile para participar do lançamento do Fórum para o Progresso da América do Sul (Prosul) , formado por 12 países da América Latina. O acordo foi assinado ontem, na presença de oito presidentes da região. Neste sábado (23), pelo Twitter, Bolsonaro destacou que os pilares do novo fórum serão "a democracia, a prosperidade e o respeito às soberanias".






*Com informações da Agência Brasil

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