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Enquanto base militar norte-coreana é restaurada e pode voltar a operar normalmente, assessor de Trump diz que o norte-americano está disposto a se reunir novamente com o líder supremo do país asiático, Kim Jong-Un

John Bolton disse que Trump pretende manter diálogo com a Coreia do Norte
Reprodução/Fox News Sundays
John Bolton disse que Trump pretende manter diálogo com a Coreia do Norte

O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, disse que o presidente Donald Trump está disposto a dialogar novamente com a Coreia do Norte.

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A informação foi passada por Bolton em entrevista à Fox News, na quinta-feira, depois que um grupo de pesquisa dos Estados Unidos relatou que imagens de satélite indicam que a Coreia do Norte está reconstruindo instalações de mísseis na região Noroeste do país. Bolton afirmou que, se o relato estiver correto, ficaria muito desapontado, repetindo o comentário feito por Trump no dia anterior.

Ele declarou que o presidente está claramente disposto a dialogar novamente, mas não mencionou quando ou como. Anteriormente, nesta semana, Bolton advertiu sobre a possibilidade de impor sanções mais rigorosas à Coreia do Norte, a menos que o país desista de suas armas nucleares.

A afirmação chega um dia depois de um grupo de pesquisa dos Estados Unidos declarar que uma instalação de lançamento de mísseis e foguetes na Coreia do Norte "parece ter voltado ao seu status normal de operação".

Imagens comerciais de satélite foram analisadas na última quarta-feira (6), da Estação de Lançamento de Satélite Sohae, em Tongchang-ri, no noroeste do país. O grupo disse que as fotos indicam que as atividades para a reconstrução da plataforma de lançamento e local de teste de motor, que tiveram início antes da cúpula entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, em Hanói, continuam em alta velocidade.

O grupo também se referiu à grande estrutura cúbica, que acredita ser utilizada para uso de montagem de mísseis balísticos.

Disse ainda que o trabalho relacionado com estrutura de transferência, montada em trilhos na plataforma de lançamento, parece ter terminado por volta de quarta-feira, e que a estrutura agora poderá estar em condição operacional. Guindastes foram removidos da plataforma e que veículos são visíveis nas proximidades de edifícios.

Última reunião entre EUA e Coreia do Norte fracassou

Apesar da cordialidade, Trump e Kim Jong-un não chegaram a acordo e encerraram cúpula mais cedo no Vietnã
Divulgação/Casa Branca
Apesar da cordialidade, Trump e Kim Jong-un não chegaram a acordo e encerraram cúpula mais cedo no Vietnã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un , não chegaram a um acordo nesta segunda cúpula, organizada no Vietnã, a respeito da desnuclearização norte-coreana e das sanções norte-americanas ao país oriental. 

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Uma declaração da Casa Branca afirma que "os dois líderes discutiram diversos meios para avançar a desnuclearização e conceitos econômicos", mas "nenhum acordo foi fechado desta vez". Ainda assim, os ambas as equipes esperam se encontrar no futuro.

Único a falar com a imprensa, em entrevista coletiva, Trump declarou: "Basicamente, eles queriam que as sanções fossem suspensas por completo, mas nós não poderíamos fazer isso. Portanto, precisávamos nos retirar", disse. "A gente tinha os papéis prontos para serem assinados, mas prefiro fazer do jeito certo do que fazer correndo", ponderou o magnata.

Os Estados Unidos foram para o encontro com o objetivo de convencer Kim a desmantelar totalmente o Complexo de Yongbyon, local chave para a Coreia do Norte armazenar suas armas nucleares. Já o ditador norte-coreano, por sua vez, exigiu o fim das sanções, o que foi considerado por Trump como um "desnível" na expectativa entre as nações. 

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No entanto, o presidente americano prosseguiu: "Mesmo sem acordo, Kim prometeu que não vai reiniciar os testes nucleares e de mísseis." A expectativa para o encontro também era de que os líderes de Estados Unidos e Coreia do Norte chegassem a um acordo para declarar o fim da Guerra da Coreia, interrompida por um armistício em 1953, mas isso não ocorreu.