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Autoproclamado presidente interino da Venezuela deve chegar ao país nesta quinta-feira e se encontrar com o presidente brasileiro na parte da tarde

Juan Guaidó se autoproclamou presidente da Venezuela
Reprodução
Juan Guaidó se autoproclamou presidente da Venezuela

O autoproclamado presidente interino da Venezuela , Juan Guaidó, deve visitar o Brasil nesta quinta-feira (28) para se reunir com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e outras autoridades. Segundo a representante diplomática de Guaidó no País, María Teresa Belandria, ele deve sair de Bogotá, na Colômbia, e chegar  em solo brasileiro na noite desta quarta-feira.

Pela manhã, Juan Guaidó terá agenda com autoridades brasileiras. À tarde, deve se encontrar com Bolsonaro. De acordo com o jornal venezuelano El Nacional, Guaidó, que está na Colômbia desde sábado, deve visitar vários países latino-americanos para discutir a crise na Venezuela.

Na segunda-feira (25), o Grupo de Lima reiterou a saída do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a realização de novas eleições no país. Os presidentes, vice-presidentes e chanceleres pretendem pedir à Corte Penal Internacional que julgue Maduro pela “grave situação humanitária” que vive o país vizinho.

Os líderes das Américas rejeitaram que a solução para a crise passe pelo uso da força , afastando a possibilidade de uma intervenção internacional na Venezuela . “[Os países presentes] reiteram sua convicção de que a transição para a democracia deve ser conduzida pelos próprios venezuelanos pacificamente e em respeito à Constituição e ao direito internacional, apoiada pelos meios políticos e diplomáticos, sem o uso da força”, diz a declaração final do Grupo de Lima.

Na declaração, os líderes dos países destacaram que a “transição democrática” envolve a saída imediata do presidente Nicolás Maduro para a realização de eleições “livres e justas, abertas à participação de todas as forças políticas, com acompanhamento e observação internacional, organizadas por uma autoridade eleitoral neutra e legitimamente constituída”.

De acordo com o documento, o grupo pretende promover “gestões” junto a organismos internacionais para promover a proposta de “transição”. Os governos irão acionar o Secretário-Geral das Nações Unidas para que “impulsione a ativação do Sistema das Nações Unidas com relação ao que está ocorrendo na Venezuela ”.

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O documento é assinado por representantes da Argentina, do Brasil, do Canadá, do Chile, da Colômbia, da Guatemala, de Honduras, do Panamá, do Paraguai, do Peru e da Venezuela – representada pelo presidente interino Juan Guaidó , o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, também participou da reunião na Colômbia.