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Comunidade indígena de venezuelanos se envolveu em um confronto com as Forças Armadas; militares chavistas também deixaram 12 feridos

Oposição registra resgate de civis venezuelanos feridos por militares chavistas na fronteira do país com Roraima
Reprodução/Twitter
Oposição registra resgate de civis venezuelanos feridos por militares chavistas na fronteira do país com Roraima

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e alguns deputados opositores ao governo de Nicolás Maduro relataram, nesta sexta-feira (22), a morte de duas pessoas durante um enfrentamento entre as Forças Armadas e uma comunidade indígena que defende a entrada de ajuda humanitária pela fronteira do país com o Brasil. 

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Segundo Guaidó, o confronto deixou ainda outras 12 feridas pessoas. Há deputados que falam em 15 feridos no episódio, que aconteceu na fronteira do Brasil com a Venezuela. De acordo com os parlamentares Américo de Grazia e Ángel Medina, três dos feridos também estão em estado grave de saúde. 

"Na comunidade de Kumarakapay, ocorreram duas aberturas de fogo vindas das tropas. O resultado deste crime: 12 pessoas feridas e uma falecida. Nossa solidariedade com eles. Isso não ficará impune", publicou Guaidó no Twitter. "As Forças Armadas mataram uma mulher indígena de Kumaracupay. Outras 15 ficaram feridas por bala. Três dessas foram transferidas para o hospital #StaElenaDeUairen", publicou o deputado Americo De Grazia.

De acordo com o parlamentar, os confrontos nas proximidades do limite territorial entre a Venezuela e o Brasil ocorrem desde esta quinta-feira (21), quando o presidente venezuelano Nicolás Maduro decidiu bloquear o caminho para a entrada de qualquer ajuda humanitária vinda do Brasil no território. 

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O nome da mulher falecida, de acordo com a oposição, é Zoraida Rodríguez. Ela seria uma venezuelana vendedora de empanadas que estava na área onde ocorreu o enfrentamento, a comunidade de Kumaracupay. Todos os feridos são homens, de acordo com as informações dos parlamentares opositores.

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Apenas três desses feridos, devido à gravidade do seu estado de saúde, foram transferidos imediatamente a um hospital. Isso se deu, segundo De Grazia, pois não há gasolina nem ambulâncias que possam transferir os demais feridos, que permanecem na fronteira entre o Brasil e a Venezuela.

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