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Porta-voz da Presidência descartou chances de confronto na fronteira entre os dois países e disse que governo vai continuar ajudando os venezuelanos

Brasil vai seguir com a ajuda humanitária aos venezuelanos na fronteira da Venezuela
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Brasil vai seguir com a ajuda humanitária aos venezuelanos na fronteira da Venezuela


Diante da atitude de Nicolás Maduro em prometer fechar a fronteira da Venezuela com o Brasil a partir das 21 horas desta quinta-feira (21), o governo brasileiro se pronunciou e garantiu que vai manter as operações de ajuda humanitária aos venezuelanos. O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou que a partir de sábado (23), alimentos e remédios serão enviados ao país vizinho.

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De acordo com o porta-voz, o Brasil segue com seu plano de ajudar os cidadãos que passem pela fronteira da Venezuela e fará o acompanhamento por meio da Força Aérea Brasileira e do Exército.

“É um trabalho em conjunto dos ministérios e agências em benefício do povo venezuelano. Todos os meios disponibilizados para o governo de Roraima e para essa operação tiveram o apoio da FAB. No dia 25, o vice-presidente general Hamilton Mourão vai participar da reunião do grupo de Lima, na Colômbia, para discutir a questão venezuelana”, disse o porta-voz em comunicado oficial.

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Rêgo Barros também descartou que ocorra um conflito na fronteira, como é teme o governador de Roraima , Antonio Denarium, que afirmou que tanques de guerra já estão posicionados pelo governo venezuelano.

 “O intuito do Estado brasileiro é acolher os irmãos venezuelanos por meio de ações humanitárias. O Exército não identificou chances de confronto na região”, afirmou o porta-voz.

 A força-tarefa anunciada na terça-feira (19) pelo Planalto envolve, além do Itamaraty e da Agência Brasileira de Cooperação, a Casa Civil da Presidência e os ministérios da Defesa, Agricultura, Cidadania, Saúde e do Gabinete de Segurança Institucional, entre outros órgãos.

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 A operação é realizada em cooperação com o governo dos Estados Unidos e prevê que caminhões enviados por Juan Guaidó na fronteira da Venezuela retirem os insumos enviados pelo governo brasileiro às cidades de Boa Vista e Pacaraima, em Roraima.

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