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Escolha da data desse pleito foi estratégica para evitar que coincida com eleições municipais, autônomas, ou com as votações do Parlamento Europeu

Primeiro-ministro, Pedro Sánchez, foi alvo de uma série de protestos nos últimos dias na Espanha
Reprodução/Twitter
Primeiro-ministro, Pedro Sánchez, foi alvo de uma série de protestos nos últimos dias na Espanha

Depois de ver rejeitada a sua proposta de Orçamento de Estado no parlamento espanhol, o primeiro-ministro Pedro Sanchéz, da Espanha, resolveu antecipar as eleições gerais no país para o dia 28 de abril. Há apenas oito meses no comando do governo, o premiê, foi alvo de uma série de protestos nos últimos dias .

Já sob baixa popularidade, Pedro Sánchez assumiu o governo da Espanha em substituição a Mariano Rajoy, que sofreu moção de censura, sob suspeição de envolvimento em um escândalo de corrupção.  O atual primeiro-ministro foi o autor da moção aprovada pelo Congresso espanhol.

A escolha da data do pleito antecipado foi estratégica. Isso porque, em 28 de abril, ela não coincide com as eleições municipais, nem com as eleições das regiões autônomas, ou com as votações para o Parlamento Europeu, marcadas para o mês de maio.

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Além da derrota na lei orçamentária, Sanchez foi alvo de protestos nos últimos dias. A manifestação foi uma resposta à posição do premiê de aceitar dialogar com separatistas da Catalunha . Em outro protesto, a pauta central era a defesa do sistema de saúde pública do estado contra propostas que, segundo os autores da manifestação, podem gerar prejuízos aos usuários ou o seu desmonte.

Nas redes sociais como o Twitter, o primeiro-ministro ressaltou que o governo “trabalha pela unidade do país e que isso significa unir os espanhóis, e não enfrentá-los, como fazem as direitas”. Segundo o primeiro-ministro, a democracia envolve muitas alternativas. “E a nossa é convivência, lei e diálogo na Catalunha”.

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O país vive hoje um momento de acirramento em decorrência da discussão sobre a independência da Catalunha. Forças separatistas têm pleito antigo nesse sentido e em 2017 tentaram declarar independência, sem sucesso. Em meio a tudo isso, a Espanha  também debate atualmente o processo de exumação dos restos mortais do ditador Francisco Franco.

* Com informações da Agência Brasil e da Agência Ansa.

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