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Proposta de orçamento do governo de Pedro Sánchez foi rejeitada no parlamento; População foi às ruas pedir por novas eleições

Primeiro-ministro da Espanha conta com apoio de apenas um quarto do parlamento
Reuters
Primeiro-ministro da Espanha conta com apoio de apenas um quarto do parlamento

O parlamento da Espanha rejeitou nesta quarta-feira (13) a proposta do governo espanhol para o orçamento de 2019 do país. O resultado pode levar o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, a convocar eleições antecipadas.

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O governo da Espanha sofreu o revés porque seis emendas apresentadas pela oposição de direita e pelo grupo de catalães favoráveis à independência da região foram aprovadas. A votação das emendas foi apertada: 191 votos a favor e 158 contrários. O resultado obriga a devolução do texto do orçamento ao governo para ser modificado.

Pressões de políticos e populares indicam que o próximo passo de Pedro Sánchez será convocar novas eleições. O pleito estava previsto apenas para 2020. No último sábado (9), milhares de pessoas protestaram nas ruas de Madri acusando Sánchez de ceder às exigências dos independentistas catalães e pedindo eleições antecipadas.

O secretário-geral do partido de oposição PP, Teodoro García Egea, também exigiu que Sánchez "convoque eleições já".

Segundo o jornal La Vanguardia, o primeiro-ministro deverá convocar eleições para o dia 28 de abril. No dia 26 de maio serão realizadas eleições europeias, autônomas e municipais. Líderes sugerem que se realizem as duas votações no mesmo dia, em maio.

Para aprovar projetos, o primeiro-ministro — que é do Partido Socialista Operário Espanhol (Psoe), de esquerda — precisa contar com o apoio do Podemos, partido anti-austeridade, e dos nacionalistas catalães, além de outros partidos menores. Como o governo tem apenas 84 dos 350 deputados, o apoio não é garantido, como prova o caso do orçamento, e muitas vezes é preciso fazer concessões.

Antes da votação do orçamento , o executivo tentou conseguir o apoio dos partidos catalães, por exemplo, mas eles exigiam que o projeto de orçamento incluísse negociações sobre a questão da independência da Catalunha, algo que o governo se negou a fazer.

Sánchez chegou ao poder em junho de 2018 , oito meses depois que o parlamento da Catalunha declarou a independência da região , apoiado por grandes manifestações populares. Ele prometia aliviar as tensões entre o governo central de Madri e os líderes catalães, mas hoje está com a imagem abalada em toda a Espanha .


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