Nicolás Maduro diz que enviou uma carta ao papa Francisco, dizendo que 'está a serviço da causa de Cristo'
Reprodução/Vaticano.it
Nicolás Maduro diz que enviou uma carta ao papa Francisco, dizendo que 'está a serviço da causa de Cristo'

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está ficando sem alternativas. Por isso, nesta segunda-feira (4) – no mesmo dia em que alguns países europeus, como França, Espanha e Reino Unido,  reconheceram Juan Guiadó como presidente interino do seu país – Maduro afirmou que enviou uma carta ao papa Francisco para pedir ajuda para instaurar um diálogo político no país. 

"Enviei uma carta ao papa Francisco, espero que esteja a caminho ou que já tenha chegado a Roma, ao Vaticano, dizendo que estou ao serviço da causa de Cristo. E, com esse espírito, pedi a sua ajuda para um processo de facilitação e de reforço do diálogo, como direção", contou Nicolás Maduro , em entrevista à emissora italiana SKY TG24 .

"Eu peço ao papa que faça seu melhor esforço, a sua vontade, para nos ajudar no caminho do diálogo. Esperamos receber uma resposta positiva", ressaltou. O papa, que está em viagem oficial aos Emirados Árabes Unidos, tinha comentado na semana passada que estava disponível para uma mediação na Venezuela, mas desde que as partes envolvidas na crise manifestassem seu interesse e compromisso com o diálogo.

"Sofro com o que ocorre na Venezuela, temo o derramamento de sangue", disse o líder católico no último dia 28 de janeiro. "Eu apoio todo o povo venezuelano, que está sofrendo. Se eu dissesse 'ouça esse país ou aquele outro', eu me colocaria em um papel que não conheço. Seria uma imprudência pastoral, da minha parte, e causaria danos", ressaltou o Papa, evitando tomar partido de reconhecer ou não o governo de Maduro .

Por sua vez, as nações europeis perderam a paciência com Maduro , uma vez que ele perdeu o prazo para convocar novas eleições, reconheceram o  autoproclamado presidente Juan Guaidó e encarregaram o opositor com a missão de realizar um novo pleito. 

Guaidó já conta com amplo reconhecimento internacional. Além dos países europeus, também declaram apoio a ele como presidente interino os Estados Unidos, Canadá, México, Brasil e mais 11 países latino-americanos.

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Porém, como reação, Maduro afirmou, também hoje, que as relações com tais nações serão revisadas. A informação foi divulgada pela Chancelaria venezuelana. A análise do quadro diplomático, segundo o comunicado, será feita de maneira imediata, até que seja feita o que Nicolás Maduro define como uma “retificação que descarte o apoio aos planos golpistas”.

* Com informações da Agência Ansa.

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