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Durante troca de combustíveis entre navios, incêndio começou e tripulação foi obrigada a se jogar no mar; ao menos 14 pessoas morreram no acidente

Dois navios enfrentaram incêndio nesta segunda-feira (21), na região da Crimeia
Reprodução
Dois navios enfrentaram incêndio nesta segunda-feira (21), na região da Crimeia


Um acidente trouxe tensão em alto mar e muitas mortes em território próximo a uma ocupação da Rússia. Pelo menos 14 pessoas morreram no incêndio de dois navios comerciais da Tanzânia no Estreito de Kerch, perto da península da Crimeia, nesta segunda-feira (21). Ao menos outros sete estão feridos e internados em estado grave.

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Cinco marinheiros ainda estão desaparecidos, segundo as autoridades da Rússia, que anexou a península em 2014. De acordo com a Agência para Transportes Marítimos de Moscou, o incêndio ocorreu durante uma transferência de combustível de um navio para outro.


As embarcações Kandy e Maestro (ambas de bandeira da Tanzânia) levavam, ao todo, 31 tripulantes turcos e indianos, dos quais 12 foram salvos. As equipes de socorro russas continuam em busca dos desaparecidos.

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Como a região é famosa por conflitos entre russos e ucranianos, a primeira suspeita era de que o incidente teria ocorrido propositalmente. A hipótese, porém, foi descartada depois que alguns tripulantes atendidos revelaram que aconteceu uma explosão durante troca de combustíveis. ocorrência, segundo eles, que acontece com frequência.

A região é controlada por militares russos, mas vive grande clima de disputa, já que a Ucrânia entende que o local deveria pertencer ao país. É comum troca de tiros e bombas entre militares das duas nações, o que tornou a Crimeia uma região famosa mundialmente.

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Em novembro do ano passado, russos atacaram três embarcações pertencentes a Ucrânia durante travessia rumo no Mar Negro rumo ao Mar de Arzov. Desde então, qualquer navio que passa pelo local precisa ser vistoriado por autoridades do país de Vladimir Putin.

A península da Crimeia foi fixada ao território russo em 2014, após um referendo de moradores do local responderem que gostariam de se integrarem ao país. A Ucrânia nunca aceitou a decisão.

Apesar do incêndio desta segunda-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, fugiu de qualquer polêmica e apenas lamentou o acidente.

*Com informações da Agência Ansa 

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